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FUVEST E UNICAMP
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FUVEST
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UNICAMP
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2017
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2018
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2019
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01-Til- José de Alencar
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ROMANCE
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X
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ROMANTISMO
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02-Iracema ‐José de Alencar
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ROMANCE
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X
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ROMANTISMO
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03-Sonetos-Luís de Camões( HÁ OS
SELECIONADOS)
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POESIA
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CLASSICISMO
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04-Lisbela e o prisioneiro- Osman Lins. (teatro)
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TEATRO-1964
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05-Coração, cabeça e estômago- Camilo Castelo Branco
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ROMANCE
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x
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X
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ROMANTISMO
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08-Negrinha, do livro Negrinha - Monteiro Lobato,.
(APENAS UM CONTO)
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CONTO
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MODERNISMO
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*06-Memórias póstumas de Brás Cubas ‐ Machado de
Assis
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ROMANCE
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X
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X
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X
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REALISMO
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*07-O cortiço ‐ Aluísio Azevedo
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ROMANCE
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X
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REALISMO
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09-Terra Sonâmbula -Mia Couto,.
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ROMANCE/FÁBULA
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PÓS-MODERNISMO
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10--A cidade e as serras ‐ Eça de Queirós(somente
em 2018)
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ROMANCE
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X
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REALISMO- PORT
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11--Capitães da Areia ‐ Jorge Amado- (leitura somente para o 3 ano /2017)
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ROMANCE
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MODERNISMO
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12-Amor, Laços de família- Clarice Lispector
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CONTO
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MODERNISMO
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13-Vidas secas – Graciliano Ramos
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ROMANCE
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MODERNISMO
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14- Claro enigma- Carlos Drummond de Andrade
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POEMAS
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MODERNISMO
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15- Sagarana – João Guimarães Rosa
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ROMANCE
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MODERNISMO
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16- Mayombe- Pepeleta
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ROMANCE
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PÓS-MODERNISMO
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17- Caminhos Cruzados- Érico Veríssimo
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ROMANCE
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MODERNISMO
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18- Poemas Negros-Jorge de Lima
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POEMAS
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MODERNISMO
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19- Minha Vida de Menina- Helena Morley
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MODERNISMO
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X
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20- A Relíquia- Eça de Queirós
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ROMANCE
REALISMO
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016
LISTA DA FUVEST E UNICAMP ATÉ 2019
sábado, 10 de dezembro de 2016
Conceito de literatura
1-
CONCEITO
DE LITERATURA- página ______
A literatura é uma arte, como a pintura, a escultura, o cinema, o desenho etc.
Diferencia-se dessas por ter a palavra como seu meio de expressão. A literatura
obriga a ao leitor a construir em sua mente um universo abstrato- personagens,
ações, ambientes, emoções- arquitetado pelo autor, utilizando-se apenas de palavras.
A literatura
tem como objetivo a emoção e é estruturada pelo esforço, pela inspiração e criatividade de quem a produz. O autor
capta e interpreta o que está por trás
ou além daquela realidade vista por todos, desse modo, ele fará com que o
leitor também seja capaz de enxergar além do comum.
Outro aspecto
da literatura é o caráter de “fotografar”, artisticamente, toda a trajetória de
uma nação ou de um grupo social, por séculos e séculos. Por meio das obras
literárias temos a história social e psicológica de um povo.
Teoria
literária é a que se compõe dos recursos técnicos que estruturam uma obra
literária. O autor se servirá desses recursos, conforme suas necessidades,
dependendo do tipo de composição que está produzindo ou produzirá, considerando
basicamente se se trata de um poema ou de um texto narrativo. Somam-se a isso as
particularidades do estilo individual
desse autor e do próprio tema da obra em produção.
Um estudo
literário é o que se identifica como História da Literatura, pela qual são
analisados os estilos que marcaram cada época social e histórica, os escritores
e suas respectivas obras literárias. coc
Conclui-se que: A
Literatura é uma manifestação artística. A linguagem é o material da
Literatura, isto é, o artista literário trabalha com
a palavra. Em toda obra literária percebe-se uma ideologia, uma postura do
artista diante da realidade e das aspirações humanas.
Leia a
questão abaixo:
As
Ilusões da Literatura- Mario Vargas Llosa
Condenados a uma existência que
nunca está à altura de seus sonhos, os seres humanos tiveram que inventar um
subterfúgio para escapar de seu confinamento dentro dos limites do possível: a
ficção. Ela lhes permite viver mais e melhor, ser outros sem deixar de ser o
que já são, deslocar-se no espaço e no tempo sem sair de seu lugar, nem de sua
hora e viver as mais usadas aventuras do corpo, da mente e das paixões, sem
perder o juízo ou trair o coração.
A ficção é compensação e consolo
pelas muitas limitações e frustrações que fazem parte de todo destino
individual e fonte perpétua de insatisfação, pois nada mostra de forma tão
clara o quão minguada e inconsistente é a vida real quanto retornar a ela,
depois de haver vivido, nem que seja de modo fugaz, a outra vida – a fictícia,
criada pela imaginação à medida de nossos desejos.
(Folha de S. Paulo ,14.8.1995,
transcrito de El País).
Assinale
a alternativa que contém um conceito sobre literatura que NÃO combina com o que
diz o texto acima.
a) Literatura é criação de uma supra-realidade com os
dados profundos e singulares da intuição do artista
b) Literatura é a arte da palavra e existe para
provocar o deleite e ampliar a visão de mundo do leitor
c) Literatura é a expressão
artística dos conteúdos da ficção ou imaginação por meio da palavra escrita
d) Grande Literatura é
simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível
e) Ciência e Literatura têm o mesmo objeto de
estudo, o mesmo método e servem aos mesmos fins da vida humana..
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
MODERNISMO BRASILEIRO- 2ª fase(1930-1945)
Capítulo 4 - Página 82- 3º E.M.- MODERNISMO BRASILEIRO-
2ª fase(1930-1945)
Autores-
Poesia- (fase existencialista e crítica na poesia )
Um rico período de construção
Abandonando o espírito destrutivo e irreverente dos primeiros
momentos do Modernismo, a poesia, mais ou menos a partir de 1930, apresenta um
gradual amadurecimento.
Aproveitando a liberdade estética conquistada e elaborando uma
linguagem pessoal, os poetas da segunda fase desenvolveram plenamente suas
tendências próprias sem a preocupação de chocar ou agredir o público
tradicionalista.
O caráter construtivo da segunda geração caracteriza-se por uma
revalorização de determinadas formas tradicionais, como o soneto, conciliando a
combatividade de sua linguagem com a necessidade de polissemia, de riqueza, de
significados.
Segunda
geração (1930-1945): fase de consolidação do Modernismo no
Brasil. Na poesia, autores como Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) e
Cecília Meireles (1901-1964) apresentam preocupação acentuada com a análise do
ser humano e suas angústias - reflexo da sociedade em crise, na qual é
essencial indagar o sentido da existência.
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1-
Carlos Drummond de
Andrade-
( M.G 1902-
R.J. 1987)
O mais importante poeta brasileiro.
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Característica da poesia:
A poesia mostra um ambiente familiar repleto
de tradições e valores de Minas Gerais numa linguagem coloquial onde mistura
sentimentalismo, irreverência e ironia. Constantes traços de ironia, humor e antilirismo(sem sentimentalismo)
.Tematicamente, expressa preocupações reflexivas, voltadas para o homem do
mundo.
Trabalha tanto versos livres quanto
tradicionais. Cria uma linguagem poética inimitável , inconfundível, seca,
precisa, direta, que não disfarça o objeto ou a coisa.
|
O Poema de Sete
Faces(página 82) é significativo da primeira fase da poesia de Drummond,
onde o poeta se coloca como um "gauche", um desajeitado, cujo
coração - mais vasto que o mundo transborda. Mas transborda com ironia,
humor, sarcasmo.
No meio do caminho, por sua vez, é o poema mais
"antipoético" da literatura brasileira , ilustra a travessia do
poeta entre o individual e o social, o coração e o mundo.
A pedra no caminho, é o obstáculo que distancia o sujeito do
objeto, o homem de seus sonhos, marca o itinerário poético de Drummomd, cada
vez mais dirigido ao real.
José, é o "beco sem saída", a consciência da solidão,
da vontade de não continuar. Oscilação entre o coração e o mundo, querer
fugir sem ter para onde.
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2-
Cecília Meireles
(1901-1964)
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Tem preferência pelo vago, espiritualista.
Seus versos são curtos. Numa expressão poética muito rica e clara, conduz o
leitor à visualização rápida e fácil. Trabalha a matéria histórica em
“Romanceiro da Inconfidência”, mostrando o desastre que desabou sobre os
poetas supostos conjurados.
A poesia
de Cecília Meireles caracteriza-se principalmente pela leveza, pela
delicadeza com que tematiza a passagem do tempo , a transitoriedade da vida,
a fugacidade dos objetos, que aparecem impalpáveis em seus poemas,
influenciados por filosofias orientais e elaborados com linguagem
predominantemente sensorial e intuitiva, herdando a linguagem musical do
Simbolismo. O sentimento de saudade, melancolia e do tempo que passa, marcada
por nota de tristeza e desencanto, revela-se como uma das mais significativas
expressões do lirismo moderno.
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Retrato
Eu não
tinha este rosto de hoje,
assim
calmo, assim triste, assim magro
nem estes
olhos tão vazios,
nem o lábio
amargo.
Eu não
tinha estas mãos sem força,
tão paradas
e frias e mortas;
eu não
tinha este coração
que nem se
mostra.
Eu não por
esta mudança,
tão
simples, tão certa, tão fácil:
-Em que
espelho ficou perdida a minha face?
Presença da primeira pessoa: "eu lírico" descrevendo o
próprio rosto.
Advérbio de negação e pronome demonstrativo = passagem de tempo
e transitoriedade da vida. Melancolia do "eu lírico".
Há também o uso seguido da palavra "assim", dando ritmo
lento ao verso, como se a passagem do tempo fosse imperceptível para o
"eu lírico".
Cecília Meireles, abordou o tema da transitoriedade da vida, sua
passagem de maneira filosófica, universal, recebendo influências do grupo
espiritual ao qual pertenceu.
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3-
Vinícius de Moraes
(1913-1980)
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Numa primeira fase é considerado poeta
transcendental e místico. Na segunda fase traz a aproximação do poeta com o
mundo material(sonetos). Suas poesias transbordam de lirismo.
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Crítico
cinematográfico, exerceu também a carreira diplomática. Foi um dos poetas
mais famosos do Brasil, principalmente pela projeção adquirida por sua
ligação com a Bossa Nova. A sua poesia denota certa impregnação religiosa,
com poemas longos, de acentos bíblicos, mas que abandonou pouco a pouco em
favor de sua tendência natural: A poesia intimista, pessoal, voltada para o
amor físico, com uma linguagem ao mesmo tempo realista, coloquial e lírica.
Soneto de
separação página 91
. A forma
soneto, os verbos decassílabos e as rimas regulares associam-se à
musicalidade, às aliterações (silencioso e branco como a bruma),
fazendo-se pensar no Simbolismo.
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4-
Murilo Mendes
(poesias difíceis)
(1901-1975)
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Poeta com
grande liberdade de expressão.
Procurando incorporar uma visão global do ser humano na sua poesia, a
linguagem de Murilo Mendes caminhou por diversos rumos, explorando
profundamente as potencialidade linguísticas e exigindo sempre do leitor uma participação
ativa na decifração de seus textos. Essa preocupação com a linguagem era uma
constante fundamental de Murilo Mendes, para quem a poesia era "o pão
quotidiano de todos, uma aventura simples e grandiosa do espírito".
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Aproximação do
terror
Dos braços do
poeta
Pende a ópera do
mundo
(Tempo, cirurgião
do mundo) :
O abismo bate
palmas,
A noite aponta o
revólver.
Ouço a multidão,
o coro do universo,
O trote das
estrelas
Já nos subúrbios
da caneta:
As rosas perderam
a fala.
Entrega-se a
morte a domicílio.
Dos braços...
pende a ópera do
mundo.
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5-
Jorge de Lima
+ 1953
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Descendente de senhores de engenho, sua
poesia vem marcada pela paisagem de sua infância e adolescência, numa
atmosfera carregada da presença do escravo negro e , do engenho. Em suas
poesias há sentimento religioso(cristianismo)
De modo
geral, a crítica costuma reconhecer quatro fases na evolução poética de Jorge
de Lima: a parnasiana do livro XIV Alexandrinos, do qual se destaca o soneto
"O acendedor de lampiões"; de 1927 a 1932, estava presente o tema
das recordações da infância passada no nordeste. É desta fase o poema
"Nega Fulô". Logo depois dessa preocupação regionalista, Jorge de
Lima passou a escrever poemas de caráter religioso e místico; esta temática
continuou em textos esparsos e nos livros A túnica inconsútil,
Anunciação e Encontro de Mira-Celi. O tema das recordações dos escravos e do
misticismo africano reapareceu em Poemas negros. Sua última obra, Invenção de
Orfeu, é um longo poema com características épicas que expressa
simbolicamente uma profunda reflexão sobre a vida humana e o universo.
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Pai João
Pai João
secou como um pau sem raiz.-
Pai João vai
morrer.
Pai João remou
nas canoas.-
Cavou a terra.
Fez brotar do
chão a esmeralda,
Das folhas -
café, cana, algodão.
Pai João cavou
mais esmeraldas
Que Pais Leme.
A filha de Pai
João tinha um peito de
Turina para os
filhos de Ioiô mamar:
Quando o peito
secou a filha de Pai João
Também secou
agarrada num
Ferro de engomar.
A pele de Pai
João ficou na ponta
Dos chicotes.
A força de Pai
João ficou no cabo
Da enxada e da
foice.
A mulher de Pai
João o branco
A roubou para
fazer mucamas.
O sangue de Pai
João se sumiu no sangue bom
Como um torrão de
açúcar bruto
Numa panela de
leite.-
Pai João foi
cavalo pra os filhos de Ioiô montar.
Pai João sabia
histórias tão bonitas que
Davam vontade de
chorar.
Pai João vai
morrer.
Há uma noite lá
fora como a pele de Pai João.
Nem uma estrela
no céu.
Parece até
mandinga de pai João.
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