domingo, 26 de janeiro de 2025

VERDES VOZES - MARIA DINORAH - Opinião pessoal e, questões para a prova.

 

   Redação nº                            LÍNGUA PORTUGUESA                                                               Professora: Bernadete

NOME:         

Nº:

Ano/Série

DATA 

Bimestre

PRODUÇÃO DE TEXTO

 INTERPRETAÇÃO DO QUE VOCÊ LEU.

8º E.F.

          /    02     / 2020

1º    

OPINIÃO

Leia o poema abaixo e escreva o que ele transmite para você.

VERDES VOZES - MARIA DINORAH                                                                                  ( Negrito colocado pela  profª)                                                         

Escute as vozes
no meio dos ramos
sabiás, tico-ticos,
pardais, gaturamos...

Escutem dos rios
os risos chegando,
das águas correndo,
das pedras cantando!

Escutem os grilos
crilando seresta
nos vãos das janelas
das horas em festa!

Escutem! Escutem!
Com pressa e vagar!
Há monstros humanos
fazendo-os calar
!

E se eles calarem
num frio de repente,
quem vai pintar sonhos
nos sonhos da gente?!

LEIA:

Poema: é um texto estruturado em versos.

Verso: é o nome que se dá a cada linha de um poema.

Estrofe: é um conjunto de versos separado por um espaço em branco.

Rima: é a coincidência de sons no final das palavras.

 

O poema é composto de cinco quartetos.

As rimas rimam entre os versos 2 e 4.

Há predomínio da sonoridade do lugar, em todas as estrofes.

O título tem relação com o conteúdo, pois fala das vozes dos pássaros, dos rios e pedras, e do crilar dos grilos.

 

“Das águas correndo / Das pedras cantando...”- há uma figura de linguagem chamada personificação. As águas correm, as pedras cantam...(a água e as pedras personificadas, pois a autora faz com que esses elementos ajam como seres humanos.)

 

Na quarta estrofe, o termo “monstros humanos” – metaforicamente presente no poema, sugere homens maus, sem sentimentos.

 

O poema explora a questão do comportamento do ser humano que ao destruir de maneira desequilibrada o meio ambiente prejudicando o meio em que vive.

Em sua poesia defende a natureza dando seus gritos de avisos. São cantos de luta, alertando sobre a terra, a água, os pássaros e os verdes de se ver que precisam de cuidados e pede que escutemos.

Mostra a necessidade de preservação do meio ambiente.

                  Maria Dinorah, em sua poesia “ Verdes  vozes” , fala-nos sobre 

 a importância de ouvir as vozes da natureza, especificamente as canções dos pássaros e os sons dos rios e das pedras. O poeta incentiva o leitor a ouvir com atenção, tanto com pressa quanto com tranquilidade, e a ter consciência dos perigos da intervenção humana, que pode silenciar as vozes da natureza. O poema conclui com um aviso de que, se essas vozes forem silenciadas, os sonhos e a imaginação da humanidade também serão afetados. Em geral, o poema defende a proteção e a preservação dos sons naturais como componente vital da vida humana.

Descrição Objetiva:

"Verdes Vozes" é um poema de Maria Dinorah composto por cinco quartetos, com rimas alternadas entre os versos 2 e 4. A obra utiliza figuras de linguagem como personificação, exemplificada em "das pedras cantando", e metáforas, como "monstros humanos", para transmitir suas mensagens. O título reflete a temática central do poema, que aborda sons da natureza, como o canto dos pássaros, o correr dos rios e o cantar dos grilos, enfatizando a importância da preservação ambiental.

Descrição Subjetiva:

"Verdes Vozes" é um convite sensorial a ouvir e apreciar os sons da natureza, que são apresentados como manifestações vivas e alegres. A autora destaca a beleza e a harmonia desses sons, contrastando-os com a ameaça representada pelos "monstros humanos", que, com suas ações destrutivas, podem silenciar essas melodias naturais. O poema desperta uma reflexão sobre a responsabilidade humana na preservação do meio ambiente, sugerindo que, sem esses sons, a humanidade perderia uma parte essencial de sua essência e imaginação

OPINIÃO:

O poema "Verdes Vozes" de Maria Dinorah transmite um apelo à conscientização ambiental, destacando a importância da preservação da natureza e alertando sobre os danos causados pela ação humana. A autora utiliza a personificação para atribuir características humanas a elementos naturais, como águas que correm, pedras que cantam e grilos que "crilam seresta", enfatizando a harmonia e a beleza do mundo natural.

No entanto, o poema também denuncia a ameaça representada pelos "monstros humanos" que, com suas ações destrutivas, silenciam essas "vozes verdes". A autora questiona: "E se eles calarem num frio de repente, quem vai pintar sonhos nos sonhos da gente?", sugerindo que a extinção desses sons naturais comprometeria a imaginação e a inspiração humanas.

Em resumo, "Verdes Vozes" é um convite à reflexão sobre o impacto das atividades humanas no meio ambiente e um chamado à ação para proteger e preservar a natureza para as futuras gerações

O poema "Verdes Vozes" de Maria Dinorah destaca a harmonia da natureza e alerta sobre os perigos da destruição ambiental.

OPINIÃO:

O poema "Verdes Vozes" de Maria Dinorah transmite uma mensagem de alerta sobre a degradação ambiental causada pela ação humana. A autora destaca a importância de ouvir os sons da natureza—como os cantos dos pássaros, o correr dos rios e o cantar dos grilos—e questiona o impacto da destruição ambiental na preservação desses sons e, por consequência, na qualidade de vida humana.

Através de uma linguagem poética, Maria Dinorah enfatiza a necessidade de conscientização e ação para proteger o meio ambiente, sugerindo que a destruição da natureza pode levar à perda de elementos essenciais para a harmonia e o equilíbrio da vida.

A autora utiliza recursos poéticos como a personificação, atribuindo características humanas a elementos da natureza, para transmitir a urgência da preservação ambiental.

Em resumo, o poema é um apelo à reflexão sobre o impacto das ações humanas no meio ambiente e à importância de preservar os sons e elementos naturais que contribuem para a beleza e o equilíbrio do mundo.

Questões:

  1. Qual é o tema central do poema "Verdes Vozes"?

    Resposta: O poema aborda a harmonia da natureza e alerta sobre os perigos da destruição ambiental.

  2. Como o título "Verdes Vozes" se relaciona com o conteúdo do poema?

    Resposta: O título faz referência aos sons da natureza, como os cantos dos pássaros, o correr dos rios e o cantar dos grilos, enfatizando a importância desses sons para a harmonia ambiental.

  3. Quais figuras de linguagem são utilizadas no poema?

    Resposta: O poema utiliza personificação, atribuindo características humanas a elementos da natureza, como "as pedras cantando" e "os rios os risos chegando".

  4. O que significa a expressão "monstros humanos" no contexto do poema?

    Resposta: "Monstros humanos" refere-se a pessoas que, com suas ações destrutivas, silenciam os sons naturais, prejudicando o meio ambiente.

  5. Qual é o apelo final do poema?

    Resposta: O poema conclama os leitores a ouvir e valorizar os sons da natureza, alertando para as consequências da destruição ambiental e a necessidade de preservação.

Questões de Interpretação:

  1. Qual é o tema central do poema "Verdes Vozes"?

    • Resposta: A harmonia da natureza e a ameaça representada pelos "monstros humanos" que buscam silenciar os sons naturais.
  2. Como o poema é estruturado em termos de estrofes e rimas?

    • Resposta: O poema é composto por cinco quartetos, com rimas alternadas entre os versos 2 e 4.
  3. Quais elementos da natureza são destacados nas primeiras estrofes?

    • Resposta: Pássaros (sabiás, tico-ticos, pardais, gaturamos), rios, águas, pedras e grilos.
  4. O que significa a personificação dos elementos naturais no poema?

    • Resposta: Atribuir características humanas a elementos naturais, como "pedras cantando" e "grilos crilando seresta", enfatizando sua importância e vulnerabilidade.
  5. Quem são os "monstros humanos" mencionados na quarta estrofe?

    • Resposta: Uma metáfora para ações humanas que ameaçam silenciar os sons naturais, possivelmente referindo-se à poluição e destruição ambiental.
  6. Qual é a preocupação expressa na última estrofe do poema?

    • Resposta: A preocupação sobre o que acontecerá se os sons naturais se extinguem, questionando quem "vai pintar sonhos nos sonhos da gente".
  7. Como o título "Verdes Vozes" se relaciona com o conteúdo do poema?

    • Resposta: Refere-se aos sons da natureza, como os cantos dos pássaros e o murmúrio dos rios, que são essenciais para a harmonia ambiental.
  8. Qual é o tom geral do poema?

    • Resposta: O tom é de alerta e reflexão, destacando a importância da preservação ambiental.
  9. Que figura de linguagem é utilizada na expressão "pedras cantando"?

    • Resposta: Personificação, atribuindo uma ação humana (cantar) a um objeto inanimado (pedras).
  10. Qual é a mensagem principal que o poema transmite ao leitor?

    • Resposta: A necessidade de preservar os sons e elementos naturais da Terra, alertando para as consequências da ação humana que ameaça essa harmonia.
  11. O poema "Verdes Vozes" de Maria Dinorah aborda a importância da preservação ambiental, destacando a harmonia da natureza e alertando para os danos causados pela ação humana.

    Questões de Verdadeiro ou Falso:

    1. O título "Verdes Vozes" refere-se às vozes dos pássaros, rios e pedras, além do som dos grilos. (V)

    2. O poema é composto por cinco estrofes de quatro versos cada. (F)

    3. As rimas ocorrem entre os versos 1 e 3 de cada estrofe. (F)

    4. O poema utiliza a personificação ao atribuir características humanas a elementos da natureza. (V)

    5. O termo "monstros humanos" no poema refere-se a seres mitológicos. (F)

    Questões Alternativas:

    1. Qual é a principal mensagem transmitida pelo poema "Verdes Vozes"?

      a) A beleza da natureza.

      b) A necessidade de preservar o meio ambiente.

      c) A importância da música na natureza.

      d) A relação entre seres humanos e animais.

      Resposta correta: b) A necessidade de preservar o meio ambiente.

    2. O que significa a expressão "monstros humanos" no contexto do poema?

      a) Criaturas mitológicas.

      b) Pessoas que destroem a natureza.

      c) Animais ameaçados de extinção.

      d) Elementos da natureza em perigo.

      Resposta correta: b) Pessoas que destroem a natureza.

    Questões Dissertativas:

    1. Explique o significado do título "Verdes Vozes" e sua relação com o conteúdo do poema.

      O título "Verdes Vozes" refere-se aos sons da natureza, como o canto dos pássaros, o correr dos rios e o cantar dos grilos. Essas "vozes verdes" simbolizam a harmonia e a vitalidade do meio ambiente. O poema destaca a importância de ouvir e valorizar esses sons naturais, que estão sendo silenciados pela ação humana.


    2. Analise o uso da personificação no poema e como ela contribui para a mensagem ambientalista.

      A personificação é evidente quando a autora atribui características humanas a elementos da natureza, como "as pedras cantando" e "as águas correndo". Essa técnica enfatiza a vida e a sensibilidade da natureza, tornando-a mais próxima e compreensível ao leitor. Ao humanizar a natureza, o poema reforça a necessidade de respeitar e preservar o meio ambiente, alertando para os danos causados pela ação humana.


    3. Interprete a metáfora "monstros humanos" e discuta seu impacto na compreensão do poema.

      A expressão "monstros humanos" é uma metáfora que representa indivíduos ou ações humanas destrutivas para o meio ambiente. Essa metáfora destaca a gravidade dos danos causados à natureza e a responsabilidade humana em preservá-la. Ao utilizar essa imagem, o poema provoca uma reflexão crítica sobre o comportamento humano em relação ao meio ambiente, incentivando a conscientização e a ação para a sua proteção.


    O poema "Verdes Vozes" de Maria Dinorah aborda a importância da preservação ambiental e denuncia a destruição da natureza causada pela ação humana.

Descrição Objetiva:

O poema é composto por cinco quartetos, com rimas entre os versos 2 e 4. Cada estrofe destaca sons da natureza, como o canto dos pássaros, o correr dos rios, o cantar dos grilos e o som das pedras. Na quarta estrofe, a autora alerta sobre "monstros humanos" que tentam silenciar esses sons naturais. A última estrofe questiona quem manterá os sonhos vivos se esses sons se extinguem.


Descrição Subjetiva:

O poema transmite uma mensagem de alerta sobre a degradação ambiental e a necessidade de ouvir e valorizar os sons da natureza. A autora utiliza metáforas como "monstros humanos" para criticar ações humanas prejudiciais ao meio ambiente. A repetição do verbo "escutem" enfatiza a urgência de perceber e proteger os elementos naturais que compõem o mundo ao nosso redor.

Perguntas e Respostas:

  1. Qual é o tema principal do poema "Verdes Vozes"?

    Resposta: O tema principal é a preservação ambiental e a valorização dos sons da natureza.

  2. Quantas estrofes o poema possui?

    Resposta: O poema possui cinco estrofes.

  3. Quais sons naturais são destacados no poema?

    Resposta: São destacados os sons dos pássaros, rios, grilos e pedras.

  4. O que significa a expressão "monstros humanos" no contexto do poema?

    Resposta: "Monstros humanos" refere-se a pessoas que, com suas ações, destroem ou silenciam os sons da natureza.

  5. Qual é a mensagem final do poema?

    Resposta: A mensagem final é a preocupação com a perda dos sons naturais e a necessidade de preservá-los para manter vivos os sonhos e a conexão com o meio ambiente.

Questões de Verdadeiro ou Falso:

  1. O poema "Verdes Vozes" possui quatro estrofes.

    Resposta: Falso. O poema possui cinco estrofes.

  2. A autora utiliza a metáfora "monstros humanos" para criticar ações prejudiciais ao meio ambiente.

    Resposta: Verdadeiro.

  3. O poema enfatiza a importância de ouvir os sons da natureza.

    Resposta: Verdadeiro.

  4. O título "Verdes Vozes" refere-se aos sons das máquinas que destroem a natureza.

    Resposta: Falso. O título refere-se aos sons naturais, como os dos pássaros, rios e grilos.

  5. A última estrofe do poema questiona quem manterá os sonhos vivos se os sons naturais se extinguem.

    Resposta: Verdadeiro.

Questões de Múltipla Escolha:

  1. Qual é a principal crítica do poema "Verdes Vozes"?

    a) A poluição sonora das cidades.

    b) A destruição da natureza e o silenciamento dos sons naturais.

    c) A falta de educação ambiental nas escolas.

    d) A extinção de espécies animais.

    Resposta: b) A destruição da natureza e o silenciamento dos sons naturais.

  2. O que a autora sugere que os "monstros humanos" estão fazendo?

    a) Protegendo a natureza.

    b) Silenciando os sons da natureza.

    c) Plantando árvores.

    d) Educando as pessoas sobre o meio ambiente.

    Resposta: b) Silenciando os sons da natureza.

  3. Qual é o efeito da repetição do verbo "escutem" no poema?

    a) Indicar a urgência de ouvir os sons da natureza.

    b) Sugerir que os sons são agradáveis.

    c) Mostrar que a natureza está em silêncio.

    d) Enfatizar a importância de cantar.

    Resposta: a) Indicar a urgência de ouvir os sons da natureza.

  4. O que acontece se os sons naturais se extinguem, segundo o poema?

    a) Nada acontece.

    b) Os sonhos das pessoas serão apagados.

    c) A natureza se recupera sozinha.

    d) As pessoas se tornam mais felizes.

    Resposta: b) Os sonhos das pessoas serão apagados.

  5. Qual é o tom geral do poema "Verdes Vozes"?

    a) Otimista e alegre.

    b) Triste e reflexivo.

    c) Indiferente e neutro.

    d) Irônico e sarcástico.

    Resposta: b) Triste e reflexivo.

Questões de Associação:

  1. Associe as estrofes do poema aos seus respectivos conteúdos:

    • Estrofe 1: ( ) Sons dos pássaros.

    • Estrofe 2: ( ) Sons dos rios e pedras.

    • Estrofe 3: ( ) Sons dos grilosO poema "Verdes Vozes" de Maria Dinorah é composto por cinco estrofes, cada uma abordando diferentes sons da natureza.

      A associação das estrofes aos seus respectivos conteúdos é a seguinte:

      • Estrofe 1: Sons dos pássaros.

      • Estrofe 2: Sons dos rios e pedras.

      • Estrofe 3: Sons dos grilos.

      Essa organização reflete a estrutura do poema, onde cada estrofe destaca um elemento natural específico, enfatizando a harmonia e a importância desses sons para o equilíbrio ambiental.

O Incêndio no Borgo A Stanza dell’Incendio di Borgo (ou O Incêndio no Borgo) é uma obra monumental de Rafael Sanzio. DESCRIÇÃO OBJETIVA E SUBJETIVA

 

O Incêndio no Borgo - Composição e Análise

A Stanza dell’Incendio di Borgo (ou O Incêndio no Borgo) é uma obra monumental de Rafael Sanzio e sua oficina, pintada entre 1514 e 1517. O afresco retrata um evento miraculoso ocorrido no ano de 847 d.C., quando o Papa Leão IV supostamente extinguiu um incêndio devastador no bairro Borgo, próximo à Basílica de São Pedro, com a benção de sua cruz. Embora se acredite que Rafael tenha elaborado os complicados desenhos, a pintura foi provavelmente realizada por seu assistente Giulio Romano e seus alunos.

Localização e Técnica

  • Localização: Museus Vaticanos, na Stanza dell'Incendio di Borgo.
  • Técnica: Afresco, com um grande uso de cores terrosas como ocre, amarelo e tons de terra.
  • Medidas: O afresco possui uma base de quase sete metros.
  • Autor: Rafael Sanzio, com a colaboração de assistentes e alunos.

Composição e Temática

A obra é composta de uma cena dramática e cheia de tensão. O incêndio, representado em seu auge, domina o primeiro plano, com os moradores do Borgo tentando apagar o fogo. A agonia e o desespero são evidentes nas expressões das figuras – especialmente nas mulheres e crianças que tentam fugir do fogo.

Primeiro plano:

  • Personagens: Várias figuras aparecem tentando apagar o incêndio ou fugir dele. Uma mulher, vestida de amarelo, está de costas e parece pedir socorro ao Papa, enquanto um jovem carrega um idoso em suas costas, lembrando a cena de Enéias fugindo de Tróia.
  • Referências Clássicas: A cena faz uma alusão à fuga de Enéias, destacando a relação simbólica entre Roma antiga e o Papado.

Plano intermediário:

  • Figura do Papa Leão IV: O Papa é representado abençoando a multidão aflita de sua janela, simbolizando sua intervenção divina para extinguir o fogo.
  • Ação: Alguns indivíduos tentam proteger seus filhos ou apagar o fogo com água, enquanto outros buscam socorro. O jovem nu, descendo de um muro, e a mãe entregando seu bebê recém-nascido para salvar sua vida são cenas carregadas de emoção.

Plano de fundo:

  • A Basílica de São Pedro: A Basílica, com sua arquitetura de estilo paleocristão, serve como um símbolo de proteção e fé. A figura do Papa Leão IV, que aparece abençoando a cidade a partir de uma janela, reforça a ideia de que sua autoridade espiritual trouxe o milagre.
  • Arquitetura Clássica: Elementos arquitetônicos de inspiração clássica, como colunas com capitéis jônicos e coríntios, aparecem como ruínas, conectando o evento à tradição romana.

Elementos Compositivos

Cor e Luz:

  • O uso das cores terrosas domina a composição, criando uma sensação de sobriedade e tragédia. A luz é suave e homogênea, conferindo uma atmosfera de clareza que se espalha por toda a cena, destacando as figuras e os momentos dramáticos.

Desenho e Figura:

  • O desenho, embora refinado, apresenta figuras com posturas forçadas e expressões de agonia, distantes da serenidade habitual nas obras de Rafael. As figuras esbeltas e os corpos torcidos anunciam uma estética que mais tarde se desenvolverá durante o Manierismo.

Análise Iconográfica

O afresco não é apenas uma narrativa de um evento histórico, mas uma obra de propaganda papal. Ao exaltar a figura do Papa Leão IV e sua intervenção divina, a pintura reforça a ideia de que o Papa é o intermediário entre Deus e os homens. A representação do Papa abençoando a cidade é uma imagem poderosa que liga a autoridade papal à salvação divina.

Contexto Histórico e Cultural

A Stanza dell'Incendio di Borgo foi criada durante o pontificado de Leão X (1513-1521), e os afrescos ali presentes exalam uma clara tentativa de enaltecer a figura do Papa e fortalecer o poder papal. Além de retratar episódios dos papas Leão III e IV, a obra também faz alusão ao pontificado de Leão X, por meio de temas e citações que celebram sua autoridade.

A obra mistura elementos da antiguidade clássica, como a fuga de Enéias, com uma interpretação cristã do milagre, criando uma fusão entre as tradições pagãs e cristãs e entre o poder temporal e o espiritual.

Sala do Incêndio no Borgo

A sala onde o afresco está localizado era originalmente usada por Papa Júlio II para reuniões do Segnatura Gratiae et Iustitiae, mas foi transformada na sala de jantar do Papa Leão X após a transferência das reuniões. O afresco é um dos cinco realizados na sala, mas é o mais complexo, tanto em sua composição quanto em suas referências culturais, históricas e arquitetônicas.

Conclusão

O afresco O Incêndio no Borgo não é apenas uma representação histórica, mas uma celebração da autoridade papal e uma exaltação da intervenção divina na proteção de Roma. A obra é um exemplo magistral da fusão entre arte clássica e renascentista, e continua a impressionar pela sua complexidade compositiva e pela profundidade simbólica. 

Descrição Objetiva

O afresco O Incêndio no Borgo, realizado por Rafael Sanzio e sua oficina entre 1514 e 1517, encontra-se na Stanza dell’Incendio di Borgo nos Museus Vaticanos. O afresco mede quase sete metros de base e retrata um episódio milagroso ocorrido em 847 d.C., quando o Papa Leão IV, através de sua benção, supostamente apagou um incêndio que ameaçava o bairro Borgo, próximo à Basílica de São Pedro. A obra, considerada uma das mais complexas da sala, combina elementos da antiguidade clássica, arquitetura medieval e os temas utilizados pelos artistas da época.

A composição apresenta várias figuras em ação, com destaque para o Papa Leão IV, abençoando a multidão aflita. À sua frente, cidadãos tentam apagar as chamas, enquanto outros buscam refúgio. A Basílica de São Pedro é retratada ao fundo, simbolizando a proteção divina. A obra faz alusão à tradição romana, com a presença de ruínas antigas e colunas, além de referências clássicas, como a figura de um jovem carregando um idoso, que remete à fuga de Enéias de Tróia.

O afresco usa predominantemente cores terrosas e uma luz suave, que ajuda a dar coesão à cena dramática. As figuras, com posturas angustiadas, indicam o desespero da população diante da ameaça do fogo.

Descrição Subjetiva

O afresco O Incêndio no Borgo é uma obra de grande emoção e intensidade. Ao contemplá-lo, é possível sentir a agonia dos personagens que, entre o pânico e o desespero, tentam desesperadamente escapar das chamas. A cena dramática é envolvente, com a figura central do Papa Leão IV irradiando uma aura de autoridade e intervenção divina. Sua benção parece ser a única salvação para os cidadãos, refletindo a crença no poder espiritual do Papa como intermediário entre Deus e os homens.

As cores terrosas predominantes conferem à cena uma sensação de urgência e gravidade, com a luz homogênea iluminando as figuras de maneira suave, mas penetrante. O afresco não apenas narra um evento histórico, mas também transmite um forte simbolismo religioso, associando a proteção divina à autoridade papal.

O uso de elementos clássicos, como as ruínas antigas e a referência à fuga de Enéias, enriquece a obra com uma camada de significado que conecta o evento à grandeza da história de Roma. As figuras angustiadas, com posturas torcidas e corpos esbeltos, transmitem um certo movimento e desarmonia, o que sugere uma transição entre o equilíbrio da arte renascentista e as distorções do Manierismo que ainda estavam por vir.

Essa mistura de drama humano e poder divino faz da obra não só uma representação de um milagre, mas também uma poderosa exaltação da Igreja e do papado, imortalizando a figura de Leão IV como um líder que salva sua cidade através de sua fé e autoridade.


O nascimento de Vênus(1483) , de Sandro- Botticelli - DESCRIÇÃO OBJETIVA E SUBJETIVA

 

LÍNGUA PORTUGUESA                                                                     Professora: Bernadete

NOME:         

Nº:

Ano/Série

DATA

Bimestre

Produção

8º E.F.

               /         /2020

DESCRIÇÃO

OBJETIVA E SUBJETIVA

Leia com atenção:

O nascimento de Vênus(1483) , de Sandro- Botticelli

O quadro faz parte do movimento chamado Renascimento (século XVI) e, nessa época, buscava-se representar o homem (antropocentrismo) da maneira mais perfeita possível.

As personagens são: a deusa Vênus (ao centro); Zéfiro, deus do vento, abraçado a Clóris, simbolizando o amor físico; e a ninfa (segurando o manto).

                                                  Observação: Não existe uma resposta única para as descrições subjetiva e objetiva.

 O nascimento de Vênus(1483) , de Sandro- Botticelli

LEIA OS EXEMPLOS ABAIXO:

DESCRIÇÃO OBJETIVA

 (baseada no que você vê)

Vênus, a deusa do amor, está nua, sobre uma concha, sobre as espumas do mar  e  seus cabelos buscam tapar seu órgãos genitais.

Ao lado direito da deusa do amor , uma ninfa, na terra, busca cobri-la com uma manta florida, enquanto, ao lado esquerdo, está zéfiro, o vento do oeste , abraçado a  ninfa Clóris, soprando na direção da deusa.

À direita de Vênus, há uma Hora (deusas das estações) que lhe entrega um manto com flores bordadas

A disposição das personagens da imagem está em equilíbrio, já que, enquanto Zéfiro vem do mar, a ninfa vem da terra, e Vênus é centralizada, em um movimento de saída do mar e chegada à terra.

Há, ainda, várias flores próximas de Zéfiro, enquanto, perto de uma ninfa, estão algumas árvores. 

Vênus é apresentada de forma esguia e com traços harmoniosos.

Além disso, Botticelli utiliza cores claras e puras, exaltando a pureza da alma e a beleza clássica.

O pescoço da deusa é mais longo e seu ombro esquerdo tem uma representação anatômica incorreta.

DESCRIÇÃO SUBJETIVA( suas impressões)

Zéfiro soprava com doçura os cabelos sedosos e brilhantes da deusa das deusas, enquanto a ninfa, ao lado direito de Vênus, buscava cobrir-lhe o corpo não por protação, mas para não ferir os olhos diante de tão estupenda beleza. A  nudez da deusa não representa a paixão carnal, mas sim a paixão espiritual.

A obra apresenta símbolos cristãos como a concha e a água (batismo de Jesus Cristo), além dos anjos, que seriam Zéfiro e Clóris.

Vênus, ao centro está ladeada pelo Vento Oeste e por uma Hora que a acompanha. As figuras alongadas flutuam num fundo plano e simples como se fossem recortes de papel.

Ela é a deusa do amor, da beleza, do riso e do casamento.

Observações:

Botticelli: nessa tela  descreve, segundo o relato mitológico de Ovídio( poeta romano), o conceito de amor como força motriz da natureza. As cores claras e puras, as formas refinadas e nítidas, as linhas elegantes e harmoniosas, o leve movimento das águas, o perfil do horizonte, os mantos inflados pelo vento, se sublimam na nudez casta e pudica da deusa.

É a exaltação da beleza clássica e, ao mesmo tempo, da pureza da alma.

Botticelli sublima a pureza formal sem insinuar o que tem de material. Para obter esse efeito, exalta a plasticidade dos corpos e leva ao limite a sensação de movimento: são as linhas que se mexem, as figuras estão paradas. Isso talvez explique a emoção intelectual que seu estilo nos causa.

Como em todas as obras do artista, a simbologia é importante. Aqui ele funde os novos ideais cristãos com a grandeza do mito clássico. Não é por acaso que o manto oferecido à deusa é cor de rosa, e que as flores são açucenas, o que representa na História da Arte a “virgem rainha dos céus”. Já os ramos de murta são a concessão do artista à ideia da “Vênus Sagrada”, da qual essa planta era o símbolo.

 

Descrição objetiva e subjetiva:

A pintura mostra a Vênus surgindo nua de uma concha sobre as espumas do mar. A obra ainda apresenta Zéfiro, o vento do Oeste, assoprando na direção da deusa, acompanhado pela  ninfa Clóris.   A deusa Vênus surge da espuma do mar, nua em uma concha que é impelida e acariciada pelo sopro de Zéfiro, o vento fecundador, que aparece abraçado a Clóris, a ninfa que com ele simboliza o ato físico do amor. Nas margens da ilha de Chipre, a favorita da deusa, uma das ninfas que preside às mudanças das estações oferece à deusa um manto todo florido para protegê-la.

Zéfiro, o Vento Oeste, é filho da Aurora. É a brisa suave da primavera que impele Vênus até a praia, e aqui aparece abraçado com sua consorte, Clóris.

A ninfa Clóris foi raptada por Zéfiro do jardim das Hespérides. Mas Zéfiro apaixonou-se por sua vítima, e ela consentiu ser sua esposa. Assim, a ninfa elevou-se ao nível de deusa e tornou-se Flora, que tinha perpétuo poder sobre as flores.

Os rostos pintados por Botticelli costumam ter uma expressão longínqua, como se estivessem recolhidos em seu mundo interior e perdidos em pensamentos.

As árvores de laranjeiras estão carregadas de flores brancas com pontas douradas. As folhas têm nervuras douradas e também os troncos têm toques dourados, de modo que o bosque parece inundado da divina presença de Vênus.

A Hora traz em torno da cintura um ramo de rosas cor-de-rosa e  em torno dos ombros usa uma elegante guirlanda de mirta verde, símbolo do amor eterno. Ela avança elegantemente para receber Vênus. É uma das quatro Horas, espíritos que personificavam as estações do ano. Seu manto branco flutuante, bordado com flores delicadamente entrelaçadas, esvoaça ao vento. Ela representa a primavera, a estação do renascimento e da renovação.

Vênus parece feita de puro mármore e não de carne. Ela imita a pose de uma famosa estátua da Roma antiga; Botticelli faz assim uma referência erudita que com certeza seria reconhecida. Ele escolheu uma pose chamada “Vênus Pudica”, uma vez que a deusa esconde o corpo com as mãos. Outros artistas escolheram uma representação mais sensual, chamada “Vênus Anadyomene”, em que ela surge nua do mar, secando as longas tranças.

Botticelli não faz nenhum esforço para imitar ondas verdadeiras, mas usa o mar como uma oportunidade de criar um padrão decorativo. As formas estilizadas em V diminuem à medida que se afastam, mas se modificam ao pé da concha.


Professora: Bernadete
Nome: ___________________
Nº: ___________________
Ano/Série: 8º E.F.
Data: ____ / ____ / 2020
Bimestre:


TEMA: Descrição Objetiva e Subjetiva – O Nascimento de Vênus (1483), de Sandro Botticelli

Objetivo:

Desenvolver habilidades de observação e análise crítica a partir da arte, diferenciando a descrição objetiva (baseada no que se vê) da descrição subjetiva (impressões pessoais e interpretações).

INSTRUÇÕES:

Leia atentamente o texto e observe a imagem "O Nascimento de Vênus" de Sandro Botticelli. Após, escreva as descrições objetivas e subjetivas conforme os exemplos abaixo.


EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO:

Descrição Objetiva (Baseada no que você vê):

  1. Vênus, a deusa do amor, está nua, sobre uma concha, flutuando sobre as espumas do mar.
  2. Ao lado direito de Vênus, uma ninfa está tentando cobri-la com um manto florido.
  3. À esquerda de Vênus, Zéfiro, o deus do vento, está abraçado à ninfa Clóris, soprando um vento na direção de Vênus.
  4. À direita de Vênus, há uma Hora (deusa das estações), oferecendo-lhe um manto com flores bordadas.
  5. As figuras estão dispostas de forma equilibrada, com Vênus centralizada, Zéfiro vindo do mar e a ninfa vindo da terra.
  6. As cores utilizadas por Botticelli são claras e puras, destacando a beleza e a pureza da alma.
  7. O pescoço de Vênus é representado de forma alongada, e o ombro esquerdo tem uma proporção anatômica incorreta.

Descrição Subjetiva (Impressões Pessoais):

  1. Zéfiro sopra suavemente nos cabelos de Vênus, que parecem flutuar como se dançassem no vento.
  2. A ninfa ao lado de Vênus, não a cobre por pudor, mas por pura admiração pela deusa, tentando protegê-la da visão dos mortais.
  3. A nudez de Vênus não é sensual, mas representa a pureza espiritual do amor.
  4. A obra mistura elementos do cristianismo e da mitologia clássica: a concha simboliza o batismo, enquanto Zéfiro e Clóris representam o amor físico.
  5. As figuras são alongadas e parecem flutuar, como se fossem recortes delicados, realçando a leveza e a perfeição do movimento.
  6. Vênus, no centro, exala uma sensação de calma e serenidade, como se estivesse entre dois mundos: o mar e a terra.
  7. As cores suaves e o delicado bordado do manto refletem a exaltação da beleza eterna e da feminilidade divina.

INSTRUÇÕES FINAIS:

Agora, faça a sua própria Descrição Objetiva e Descrição Subjetiva da obra, utilizando as observações que fez ao observar a pintura. Tente incluir os detalhes que mais chamaram sua atenção, como cores, formas, disposição dos personagens e os sentimentos que a obra desperta.


Descrição Objetiva: (Escreva aqui a sua descrição objetiva da pintura.)

Descrição Subjetiva: (Escreva aqui a sua descrição subjetiva da pintura.)

Descrição Objetiva:

A pintura "O Nascimento de Vênus", de Sandro Botticelli, mostra a deusa Vênus, nua, emergindo de uma concha que flutua sobre as espumas do mar. Ela está centralizada na composição, com os cabelos longos cobrindo levemente o corpo. Ao lado direito de Vênus, uma ninfa segura um manto florido que parece pronto para cobrir a deusa. À esquerda, Zéfiro, o deus do vento, está abraçado à ninfa Clóris, soprando na direção de Vênus. Mais à direita, uma Hora, deusa das estações, entrega a Vênus um manto com flores bordadas. A cena se desenrola em um cenário sereno e harmônico, com flores próximas de Zéfiro e árvores próximas da ninfa. As cores predominantes são suaves, com ênfase em tons claros que exaltam a pureza e beleza da cena. A anatomia das figuras, como o pescoço alongado de Vênus, e o movimento fluido das águas ao redor de sua concha criam uma sensação de equilíbrio e suavidade.


Descrição Subjetiva:

Na pintura, a deusa Vênus surge com uma delicadeza etérea, como se fosse uma visão sonhada, uma representação da beleza idealizada. A nudez não transmite sensualidade, mas sim uma pureza quase celestial, refletindo a perfeição da natureza. Zéfiro, ao lado de Clóris, parece levar Vênus até a terra com uma suavidade quase reverente, com seu sopro carregado de amor e fertilidade. A ninfa, que tenta cobrir Vênus, não faz isso por pudor, mas como se quisesse proteger a deusa da visão mundana, um gesto que representa a reverência diante da grandiosidade da beleza. A Hora, com seu manto esvoaçante e flores delicadas, transmite uma sensação de renascimento e renovação, como se a chegada de Vênus fosse também a chegada da primavera, da nova vida. Cada elemento da pintura se une para criar uma sensação de serenidade, de harmonia entre o físico e o espiritual, e a ideia de que a verdadeira beleza vem da pureza e da conexão com a natureza divina.



Observações Finais:

  • Botticelli mistura elementos da mitologia greco-romana com simbologia cristã, criando uma representação de Vênus que vai além da simples nudez. A deusa simboliza a beleza clássica, a pureza e a força do amor como elemento transformador e criador da natureza.
  • A simbologia do manto rosa, das flores de açucena e dos ramos de murta, utilizados na obra, está relacionada à ideia de "Vênus Sagrada", exaltando o caráter divino e puro da deusa.

SANZIO, Raffaello. Stanza dell’Incendio di Borgo, 1514. DESCRIÇÃO OBJETIVA E SUBJETIVA

 

Descrição Objetiva

A Stanza dell’Incendio di Borgo é uma das célebres salas decoradas por Rafael Sanzio nos Museus Vaticanos. Pintada entre 1514 e 1517, a sala apresenta um conjunto de afrescos que narram episódios históricos relacionados aos papas Leão III e Leão IV. O nome da sala deriva do afresco principal, "O Incêndio do Borgo", que retrata um evento milagroso ocorrido durante o pontificado de Leão IV, quando um incêndio devastador foi supostamente extinto pela benção papal.

Características principais:

  • Localização: Museus Vaticanos, Cidade do Vaticano.
  • Técnica: Afrescos.
  • Período: Renascimento.
  • Autor principal: Rafael Sanzio, com colaboração de seus assistentes.
  • Temas: Históricos, religiosos, e com forte componente propagandístico.
  • Estilo: Combinação do classicismo com a narrativa histórica, característica da alta Renascença.

Descrição Subjetiva

A Stanza dell’Incendio di Borgo é mais do que uma simples sequência de pinturas históricas. É uma celebração da figura papal, uma demonstração do poder da fé e uma ode à beleza da arte renascentista. Ao adentrar a sala, o espectador é imerso em um universo de cores vibrantes, figuras imponentes e paisagens detalhadas. A narrativa épica dos afrescos, aliada à maestria técnica de Rafael, cria uma atmosfera de grandiosidade e solenidade.

Impressões subjetivas:

  • Harmonia e equilíbrio: As composições são ricas em detalhes, mas mantém uma harmonia visual que conduz o olhar do espectador.
  • Expressão emocional: As figuras retratadas transmitem uma ampla gama de emoções, desde o terror diante do fogo até a serenidade da fé.
  • Luz e sombra: O uso magistral da luz e da sombra confere profundidade e realismo às cenas.
  • Beleza clássica: A influência da arte clássica é evidente na idealização das formas e na composição dos grupos figurais.
  • Propaganda papal: A sala funciona como uma poderosa ferramenta de propaganda, exaltando a figura do papa e legitimando o poder da Igreja.

Em resumo, a Stanza dell’Incendio di Borgo é uma obra-prima da arte renascentista que continua a encantar e inspirar visitantes de todo o mundo. Sua beleza, complexidade e significado histórico a tornam um dos tesouros mais preciosos dos Museus Vaticanos.

Análise Iconográfica dos Afrescos da Stanza dell'Incendio di Borgo

Uma análise iconográfica detalhada da Stanza dell'Incendio di Borgo revelaria um rico universo de simbolismos e referências históricas, cuidadosamente escolhidos por Rafael para exaltar a figura papal e fortalecer o poder da Igreja. Cada afresco dessa sala conta uma história, e cada detalhe possui um significado específico.

Afresco principal: O Incêndio do Borgo

  • O milagre: O ponto central da narrativa é o milagre realizado pelo Papa Leão IV, que, através de sua bênção, extingue o devastador incêndio que assola o bairro romano do Borgo. Essa representação miraculosa reforça o poder divino atribuído ao papado.
  • A composição: A cena é dividida em três planos: o primeiro plano, com o caos do incêndio e as pessoas fugindo; o plano médio, com a figura do papa bendizendo; e o plano de fundo, com a Basílica de São Pedro. Essa organização espacial enfatiza a importância do evento e a intervenção divina.
  • Simbolismo: A presença da Basílica de São Pedro, centro do cristianismo, reforça a ligação entre o poder temporal e o poder espiritual. A figura do papa, representado como um líder carismático e protetor, consolida sua posição como intermediário entre Deus e os homens.

Outros afrescos:

  • A Batalha de Óstia: Nesse afresco, o Papa Leão IV é representado como um grande estrategista militar, liderando suas tropas para a vitória. A representação do papa como um guerreiro reforça sua imagem de defensor da fé e do Estado Papal.
  • O Juramento de Leão III: Aqui, o foco está na coroação de Carlos Magno por Leão III. A cena celebra a aliança entre a Igreja e o Império Carolíngio, um momento crucial na história da Europa.
  • A Coroação de Carlos Magno: Nesse afresco, a ênfase está na solenidade da cerimônia e na importância do papado na legitimação do poder imperial.

Elementos iconográficos recorrentes:

  • Figuras idealizadas: As figuras representadas nos afrescos são idealizadas, com traços clássicos e expressões nobres. Essa idealização busca transmitir a ideia de que os personagens retratados são exemplos de virtude e perfeição.
  • Paisagens detalhadas: As paisagens são ricamente detalhadas e desempenham um papel importante na composição das cenas. Elas servem como pano de fundo para as ações dos personagens e contribuem para a criação de uma atmosfera realista e envolvente.
  • Simbolismo religioso: A iconografia religiosa é abundante nos afrescos, com a presença de símbolos como a cruz, a mitra papal e os santos. Esses elementos reforçam a natureza religiosa das histórias representadas.

Descrição Objetiva :

A Stanza dell’Incendio di Borgo é uma sala decorada por Rafael Sanzio entre 1514 e 1517, localizada nos Museus Vaticanos, na Cidade do Vaticano. Este afresco principal retrata o milagre ocorrido em 847, quando o Papa Leão IV supostamente extinguiu um incêndio devastador no Borgo, bairro adjacente à Basílica de São Pedro, com a simples bênção de sua cruz. O afresco é uma obra monumental, técnica de afresco, do período Renascimento, e serve como uma exaltação do poder papal e da Igreja Católica.

A cena principal divide-se em três planos: no primeiro, o caos do incêndio com pessoas em fuga; no plano médio, o Papa Leão IV, representado como figura central, abençoa a multidão; e ao fundo, a Basílica de São Pedro, que surge como um símbolo de fé e estabilidade. À esquerda, os templos em ruínas e as figuras em ação - como Enéias, carregando seu pai, Anchises, e seu filho, Ascanio - fazem referência à mitologia clássica, sugerindo o vínculo da Igreja com as tradições romanas. À direita, mulheres tentam apagar as chamas, reforçando a dramática narrativa de socorro e salvação.

A obra faz uso de uma paleta de cores terrosas, com ocre, amarelo e tons de terra predominando, e utiliza a luz de forma eficaz para conferir profundidade e clareza às figuras e à cena. A composição é uma fusão entre o classicismo e a estética renascentista, destacando a harmonia entre os detalhes arquitetônicos e as figuras humanas idealizadas.

Descrição Subjetiva :

A Stanza dell’Incendio di Borgo não é apenas uma representação histórica, mas uma verdadeira celebração do poder da Igreja, da fé e da arte renascentista. Ao entrar na sala, o espectador é imediatamente envolvido pela tensão e pela grandiosidade da cena. O caos do incêndio é palpável, com as figuras que tentam escapar do fogo ou ajudar os outros, suas expressões de angústia e esforço transmitindo uma sensação de desespero. No entanto, a figura serena e protetora do Papa Leão IV, abençoando a multidão aflita, oferece uma sensação de consolo, como um símbolo de poder divino intervindo no caos humano.

As cores terrosas e o uso habilidoso de luz e sombra criam uma atmosfera dramática, realçando tanto o sofrimento quanto a esperança. A sensação de movimento e a tensão nas posturas dos personagens tornam a cena quase cinematográfica, como se a ação estivesse prestes a se desenrolar diante dos olhos do espectador.

A relação com a arte clássica é clara nas figuras idealizadas e nas referências mitológicas, como a cena de Enéias carregando seu pai. Esse vínculo com o passado romano eleva a cena a algo universal, sugerindo que a Igreja, com sua intervenção divina, é a continuidade da grandiosa tradição de Roma. A figura do Papa, colocado em um cenário sagrado e iluminado, emerge como o centro de uma narrativa épica, refletindo seu papel como mediador entre o divino e o humano.

A composição não apenas retrata um evento histórico, mas também serve como uma poderosa ferramenta de propaganda, exaltando o papado e a Igreja como fontes de salvação e liderança. A sensação de serenidade e poder transmitida pela imagem do Papa não só consagra sua figura como a de um herói divino, mas também nos faz refletir sobre a importância da fé e da intervenção espiritual diante das calamidades humanas.

Após ler  os cinco textos abaixo, faça a descrição objetiva e a subjetiva:

SUGESTÃO: Ao ler, colorir de amarelo as descrições objetivas (baseada no que você vê) e de verde  a descrição subjetiva( impressões) e depois faça o seu texto.

 

 SANZIO, Raffaello. Stanza dell’Incendio di Borgo, 1514.

Texto 1-O Fogo em Borgo conta a história do incêndio que eclodiu em 847 em torno da basílica de San Pietro(o " Borgo ")., que o Papa Leão IV teria milagrosamente extinguido com o simples gesto do sinal da cruz.

O Papa é colocado nos andares inferiores, de frente para a janela de um palácio.

O lado esquerdo, com um templo em ruínas mostra através de um arco um edifício em chamas com o telhado agora aberto. Um homem nu desce da parede com a tensão muscular do esforço evidente, enquanto uma mulher dá a um homem um bebê com panos; mais tarde reconhecemos Enea carregando seu pai Anchise e seu filho Ascanio em suas costas . Atrás deles, a mulher vestida de amarelo, Creusa ,a abóbada da Capela Sistina .

À direita, um grupo de mulheres, se esforça para trazer recipientes cheios de água para domar as chamas na Basílica

Mais à esquerda, você pode ver a fachada da antiga basílica do Vaticano , decorada com mosaicos. O vazio central e o conjunto de gestos conseguem fazer convergir o olhar do espectador para a figura do pontífice, por menor que seja a comparação com o primeiro andar.

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Texto 2- A obra faz referências à antiguidade clássica, à arquitetura medieval e aos temas em uso pelos artistas da época. O artista mostra, no afresco em questão, uma fração da Roma antiga, desfeita durante o século XVI: a fachada original da Basílica de São Pedro, com seus mosaicos sobre fundo dourado e janelas de arcos românicos. São vistos também as colunas antigas de escuro mármore africano com capitéis jônicos e colunas brancas com capitéis coríntios, pintadas com rachaduras e fraturas, como ruínas do passado de Roma.

O Papa, de sua janela, abençoa a multidão aflita. Há um grupo atrás dele e outro ajoelhado debaixo de sua janela, e mais outro um pouco mais distante, numa galeria, em primeiro plano, que tenta desesperadamente apagar o fogo. Uma mulher de amarelo, com os dois braços levantados, tendo as costas voltadas para o observador, parece pedir socorro ao Papa. À esquerda, correndo das labaredas do fogo, um jovem carrega um velho às costas, atrás dele vem uma senhora idosa e à sua esquerda uma criança, provavelmente membros de uma mesma família. No centro, uma mulher, sentada, abraça o seu bebê, enquanto duas outras mães zelam por suas crianças. À direita, as pessoas portam vasilhames com água, tentando apagar o fogo. Um jovem nu é visto descendo de um muro, enquanto uma mãe entrega a outrem o seu bebê recém-nascido, no intuito de salvá-lo.

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Texto 3-O "Incendio di Borgo" ("Incêndio de Borgo" de 1514) ilustra a história do incêndio que ocorreu em 847 no Borgo, uma dos "bairros" de Roma localizado em frente à antiga Basílica de São Pedro, que foi apagado pelo Papa Leão IV apenas com sua bênção dada de dentro da Loggia delle Benedizione (no centro da cena ao fundo), salvando a população e a Basílica. À esquerda vemos um templo em chamas e à direita um grupo de mulheres que carregam vasilhames com água para conter as chamas.

A cena que nos preocupa aqui representa um milagre que ocorreu na cidade romana : um incêndio catastrófico estourou no bairro romano central de Borgo, sua magnitude era tal que varreu rapidamente os edifícios do bairro sem que ninguém pudesse fazer nada por isso. Foi então que o Papa IV terminou o fogo fazendo o sinal da cruz.

Rafael e sua oficina têm planos diferentes para estabelecer a composição do afresco : em primeiro plano, os habitantes do bairro tentam conter o fogo, enquanto a angústia e o desespero tomam conta de mulheres e crianças que fogem aterrorizadas. Também neste close, Rafael deu um aceno ocasional aos temas da antiguidade clássica, por exemplo, vemos as figuras de um jovem que carrega um pai idoso. Essa cena se referiria ao voo de Enéias de Tróia e igualaria as duas cidades. Além disso, muitos elementos arquitetônicos classicistas são colocados na composição de acordo com o gosto da época.

No fundo, uma grande multidão de cidadãos corre desesperadamente pedindo ajuda para a Basílica de São Pedro buscando intervenção divina. O edifício corresponde à antiga basílica de origem paleocristã que pouco se assemelhava à galante construção que hoje coroa a Praça de São Pedro. Ali, sob uma janela do tipo sérvio - devemos enfatizar a importância que a arquitetura tem nas obras de Rafael - a figura do pontífice parece ajudar o povo.

Domina cromaticamente as cores da terra : ocre, amarelo, terra ... aparecem em toda a composição. O desenho goza de grande importância, não em vão estamos em Roma, onde a linha ainda goza de destaque sobre a cor. A luz é clara e transparente e se espalha de maneira homogênea pelo espaço.
A agonia dos personagens, as posturas distorcidas e forçadas e a esbelteza dos corpos afastam-se da calma e harmonia a que Rafael nos acostumou, de fato o trabalho já anuncia muitas das ideias estéticas que subsequentemente se desenvolvem durante o maneirismo. .

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Texto 4-O Fogo em Borgo conta a história do incêndio que eclodiu em 847 em torno da basílica de San Pietro, que o Papa Leão IV teria milagrosamente extinguido com o simples gesto do sinal da cruz. O Papa é colocado nos andares inferiores, de frente para a janela de um palácio com arquitetura Bramante

Mais à esquerda, na área central e sempre no segundo andar, está a antiga fachada de San Pietro, a do período constantiniano; no topo dos degraus em frente ao edifício estão reunidos vários fiéis, provavelmente em oração. Em primeiro plano estão os fugitivos: Enéias, com seu filho Ascanio ao lado dele, carrega o velho ancião nos ombros. A colunata em estilo coríntio lembra a do templo de Marte Ultore. Aqui Raphael sabia perfe  itamente como integrar o sólido plasticismo e a anatomia dinâmica das figuras de Michelangelo (ignudi della Sistina) com a antiga estatuária, num conjunto de elementos sintonizados com um elevado sentido de monumentalidade equilibrada.

 

A cena mostra a milagrosa extinção do fogo que irrompeu na aldeia graças à intervenção de Leão IV .

À esquerda, há também a citação educada de Enea carregando seu pai Anchises em seus ombros, ao lado de seu filho Ascanio e sua enfermeira Caieta : alusão aos interesses literários do papa.

Um terrível incêndio irrompeu no bairro em frente à antiga basílica de San Pietro (o " Borgo "). Leão IV , dando solene bênção da Loja das Bênçãos, milagrosamente apagou o fogo, salvando a população e a basílica [2] .

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Texto 5-

Em 847 um terrível incêndio irrompeu no bairro em frente à antiga basílica de San Pietro (o " Borgo "). Leão IV , dando solene bênção da Loja das Bênçãos, milagrosamente apagou o fogo, salvando a população e a basílica [2] .

A história caiu em um cenário clássico, povoado por figuras heróicas que são influenciadas pela influência de Michelangelo , com veias literárias, aludindo à queima de Tróia da memória virgiliana, e políticas, aludindo ao papel pacificador do papa entre o flare da surtos de guerra entre as potências cristãs [2] . A reencenação da Eneida foi também um pretexto para celebrar a história de Roma na sua dimensão mais heróica [3] .

Dois grupos de arquiteturas atuam como asas laterais, extremamente dinâmicas, enquanto no centro um corte à distância revela a figura do pontífice, de serenidade despreocupada devido à consciência de sua infalibilidade [2] .

O lado esquerdo, com um templo em ruínas que lembra a colunata coríntia do templo de Dioscuri , mostra através de um arco um edifício em chamas com o telhado agora aberto. Um homem nu desce da parede com a tensão muscular do esforço evidente, enquanto uma mulher dá a um homem um bebê com panos; mais tarde reconhecemos Enea carregando seu pai Anchise e seu filho Ascanio em suas costas [2] . Atrás deles, a mulher vestida de amarelo, Creusa , lembra vagamente a Sybilla Sibyl de Michelangelo na abóbada da Capela Sistina .

À direita, um grupo de mulheres, se esforça para trazer recipientes cheios de água para domar as chamas em um templo iônico , que lembra o de Saturno [2] .

No meio de uma série de mulheres com filhos se volta para o pontífice, que tem vista para uma arquitetura bramante com cantaria. Mais à esquerda, você pode ver a fachada da antiga basílica do Vaticano , decorada com mosaicos. O vazio central e o conjunto de gestos conseguem fazer convergir o olhar do espectador para a figura do pontífice, por menor que seja a comparação com o primeiro andar. Esse esquema foi amplamente adotado pelos classicistas do século XVII [2] .

Citações aprendidas e procuradas, tiradas do classicismo e da modernidade, representam bem o ambiente evocado pelos escritores da corte de Leão X.

Da beleza harmoniosa da Stanza della Segnatura passou agora para um estilo mais ousado e não homogêneo, com uma composição mais intensamente cenográfica, sem uma organização estrutural articulada dos edifícios, que parecem ser cenas teatrais ou aparelhos efêmeros preparados durante as férias (o O próprio Raffaello encarregou-se diretamente do design do cenário). Strong é o componente experimental e foi comparado por alguns, em seu desenho sobre os repertórios de Urbino, Úmbria, Florentino e Veneziano, ao processo que naqueles mesmos anos envolveu os escritores sobre a escolha da linguagem. De fato, Rafael estava retrabalhando as linguagens de seus antecessores para dar origem ao classicismo que influenciou as gerações seguintes [2] .


Descrição Objetiva:

A pintura "Stanza dell’Incendio di Borgo" de Rafael mostra uma cena do incêndio de Borgo de 847, com o Papa Leão IV em uma janela do palácio, abençoando a multidão aflita. À esquerda, há um templo em ruínas e um edifício em chamas, com um homem nu descendo de uma parede com tensão muscular. Uma mulher entrega um bebê a um homem, enquanto Enéias carrega seu pai Anchises e seu filho Ascanio. À direita, mulheres tentam apagar as chamas trazendo vasilhames de água. A cena é preenchida com figuras dinâmicas, como a figura do pontífice, que está no centro da composição. O fundo apresenta uma arquitetura que remete ao classicismo, com colunas jônicas e coríntias e uma fachada da Basílica de São Pedro, decorada com mosaicos. O céu é claro, e a luz é uniforme, irradiando de maneira homogênea sobre as figuras e o espaço.


Descrição Subjetiva:

A pintura transmite uma sensação de caos e desespero no início, com as figuras em ação, correndo ou tentando salvar os outros, especialmente nas mulheres que carregam água e nas figuras tentando escapar do fogo. A tensão é palpável, com as posturas dos personagens mostrando agonia e esforço. No entanto, a presença do Papa Leão IV, que abençoa a cena, traz uma sensação de serenidade e poder, quase como uma intervenção divina que traz esperança. A representação de Enéias com seu pai e filho evoca uma ligação com a mitologia clássica e transmite um sentido de heroísmo e sacrifício familiar. A fusão entre o passado clássico e o cenário contemporâneo de Rafael cria uma sensação de continuidade e de grandeza. A composição, apesar do drama representado, exibe uma harmonia estrutural, com a figura do pontífice sendo o ponto de convergência do olhar, simbolizando uma fonte de força e orientação no meio do caos. O uso da luz e das cores terrosas reforça a sensação de realismo e equilíbrio entre a dor do incêndio e a promessa de salvação.