terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

CR\ÔNICA: A BOLA - Luiz Fernando Veríssimo (RECONTAR A CRÔNICA; INTERPRETAÇÃO COM RESPOSTA)

 

 

 Redação nº 12                LÍNGUA PORTUGUESA                                                                                      Professora: Bernadete

NOME:         

Nº:

Ano/Série

DATA

Bimestre

PRODUÇÃO DE TEXTO

Observação: contarei uma crônica(Portão social trancado).

NOTA- VALOR DEZ

.

º E.F.

08/05/2020

    

Recontar a CRÔNICA

   Crônica

O jornal publica um fato que aconteceu: narra o fato, fiel a ele, informando o leitor da melhor maneira possível. (Onde? O que? Como? Por que? Quando ?  ACONTECEU )

O mesmo fato, que foi a notícia de jornal, pode virar crônica. Na crônica, não existe a preocupação de informar o leitor.  O cronista escreve, filtrando o fato através de suas emoções, de sua visão pessoal. O fato real (notícia de jornal) é recriado.

A crônica é literatura porque recria  o fato, não o retrata fielmente.

 A palavra “crônica” tem, na sua raiz, a palavra tempo, porque cronos significa tempo. O tempo, na crônica, é o dia a dia: baseia-se no fato cotidiano, corriqueiro.

 A crônica, normalmente, é um texto curto e simples.

 Ao fazer uma crônica, seu único compromisso é com você mesmo: descobrir o que sente e expressar, com prazer, o que descobre.

 

Leia a crônica abaixo:

A Bola    
     O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai.     

     Uma número 5 sem tento oficial de couro.
     Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
     O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
      - Como é que liga? - perguntou.
      - Como, como é que liga? Não se liga.
     O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
     - Não tem manual de instrução?
     O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
     - Não precisa manual de instrução.
     - O que é que ela faz?
     - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
     - O quê?
     - Controla, chuta...
     - Ah, então é uma bola.
     - Claro que é uma bola.
     - Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
     - Você pensou que fosse o quê?
     - Nada, não.
    O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.
   O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
   - Filho, olha.
   O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.                                                 Luiz Fernando Veríssimo

 

Reconto de uma crônica–“A bola”-

Título: A Bola que Não Brilha

Eu sou a bola. Uma simples bola de plástico, dessas que não precisam de manual de instrução. Nem brilho, nem bateria. Só eu, redonda e pronta para rolar, saltar e voar com um chute bem dado.

Meu dia começou na prateleira de uma loja, cercada por outras bolas iguais a mim, esperando ansiosamente por um destino. E então, ele chegou: um homem nostálgico, com olhos cheios de lembranças de sua infância. Ele me pegou com cuidado, girou-me nas mãos e sorriu. Era como se eu fosse o elo entre o passado dele e o presente de alguém especial. Ele me escolheu, pagou por mim e me levou, embrulhada em papel brilhante.

Quando o embrulho foi rasgado, pensei que seria o início da minha aventura: chutes, embaixadas, jogos no quintal. O garoto que me segurou parecia curioso, mas não do jeito que eu esperava. Ele me olhou como quem olha algo estranho, como se não soubesse o que fazer comigo.

— Como é que liga? — ele perguntou.

Aquilo me atingiu como um chute forte, mas não no bom sentido. Ligue? Eu não tenho fios, não brilho, não faço barulhos. Eu sou só uma bola.

Ele procurou dentro do papel, talvez esperando encontrar um manual de instrução. O pai tentou explicar, mostrar como eu era especial, como eu poderia proporcionar horas de diversão. Mas o garoto não parecia interessado. Ele me colocou de lado, preferindo aquela coisa cheia de luzes e sons — o videogame.

Eu fiquei ali, abandonada no canto do sofá, enquanto o garoto apertava botões, concentrado em sua tela cheia de monstrinhos e gritos eletrônicos. O pai, em um último esforço, tentou me dar vida. Ele me levantou, ensaiou algumas embaixadas e chamou o garoto para ver.

— Filho, olha! — ele disse, enquanto me equilibrava no pé.

Mas o garoto apenas respondeu um desanimado "Legal" e voltou para o jogo.

A sensação de inutilidade me invadiu. Eu era uma bola. Só isso. Mas parecia que ser uma bola já não era suficiente. Lá no canto, o pai me segurou, cheirou-me como se tentasse encontrar algo que já não estava mais ali — talvez o cheiro do couro, talvez as memórias de sua infância. Ele suspirou. Eu suspirei, ao menos por dentro.

E ali fiquei, esquecida, enquanto as luzes piscavam e os sons eletrônicos ecoavam pela sala. Talvez um dia ele me pegue de novo, quando se cansar dos botões e das telas. Ou talvez não. De qualquer forma, eu espero, porque bolas não precisam de muito. Só de um chute ou de alguém que saiba dar valor ao que é simples.


1- A trama é relatada por um dos personagens, o pai , como este mesmo texto, esta mesma história poderia ser contada por outro personagem, ou algum objeto, que embora não seja uma pessoa, mas que representa um papel importante na história : como o dono ou vendedor da loja onde o pai comprou a bola, que não aparece no texto, mas com certeza faz parte da história; o garoto ( o filho, que ganhou a bola);  a  própria bola; o videogame, a tevê ...

 

Exemplo: Personagem - a tevê:

       “Aconteceu um fato interessante hoje.  Léo , como sempre faz todo dia, me ligou, o videogame já estava conectado, e começamos a nossa atividade incansável: os games, cada um mais divertido, quando o pai dele chegou com um embrulho estranho e deu pra ele. Léo meio que sem entender bem o que era…” 


Título: A Bola vs. A Tela

Aconteceu algo curioso hoje. Como sempre, meu dia começou com Léo me ligando. O videogame já estava conectado, pronto para mais uma maratona de jogos. Ele me conhece como ninguém, sabe exatamente quais botões apertar, quais jogos escolher e como me fazer brilhar com aquelas cores vibrantes e desafios eletrizantes.

Estávamos imersos em mais uma partida de "Monster Baú". Léo estava em plena concentração, comandando seu time de monstrinhos com habilidade e precisão, quando a porta se abriu e o pai dele entrou com um embrulho nas mãos. Parecia importante.

— Trouxe uma coisa pra você, filho! — anunciou o pai, com um sorriso animado.

Léo pausou o jogo — o que é raro — e olhou para o pacote. Ele abriu com cuidado, curioso, até que de dentro surgiu... uma bola. Ah, uma bola. Redonda, simples, sem brilho ou sons. Fiquei um pouco confusa. Como isso ia competir comigo?

Léo segurou a bola, mas parecia incerto. Ele olhou para o pai com uma expressão que misturava curiosidade e decepção.

— Como é que liga? — perguntou ele.

Aquela pergunta me fez vibrar de leve, quase rindo internamente. É claro que ele achava que a bola tinha algum tipo de tecnologia! Tudo que entra nesta casa precisa ter botão ou conexão, não é mesmo?

O pai dele tentou explicar, pacientemente:

— Não se liga. Você é que faz coisas com ela.

Léo olhou para a bola como se fosse algo de outro planeta. Depois de alguns segundos, colocou-a de lado, dizendo apenas:

— Legal.

Ele voltou para mim. Recomeçamos o jogo, e tudo parecia voltar ao normal. Mas então eu vi o pai dele, segurando a bola com as mãos. Ele a cheirou, como se quisesse buscar algo perdido no tempo. Tentou fazer umas embaixadas, chamou Léo para olhar, mas nada tirava o foco do meu brilho.

Por fim, o pai desistiu. A bola foi abandonada no sofá, enquanto eu continuava a brilhar e a entreter. No fundo, senti um pouco de pena da pobre bola, tão deslocada nesse mundo de telas. O pai queria resgatar algo do passado, mas o presente pertence a mim — a tevê que nunca deixa de surpreender.

E assim terminou o dia: Léo feliz com seus jogos, o pai nostálgico com suas lembranças, e eu, a protagonista silenciosa de mais uma história

 Título: Eu, o Videogame

Hoje foi mais um dia típico na sala de estar: Léo me ligou logo depois de acordar, como sempre faz. Ele é rápido com os controles, sabe cada comando e conhece todos os atalhos. Juntos, passamos horas enfrentando monstros, vencendo corridas e conquistando níveis impossíveis. Minha programação foi feita para isso, e eu adoro quando ele vence.

Mas algo diferente aconteceu hoje. No meio de uma partida de "Monster Baú", o pai de Léo entrou na sala com um pacote grande nas mãos, um sorriso orgulhoso no rosto. Ele entregou o embrulho para Léo, que parou de jogar por um momento. Era raro Léo desviar os olhos da tela quando está no meio de uma partida, mas parecia curioso.

Léo desembrulhou o pacote com cuidado e descobriu uma... bola. Sim, uma bola. Daquelas redondas e simples, sem luzes, sem som, sem comandos. Ele olhou para o pai, meio confuso, e perguntou:

— Como é que liga?

Quando ouvi isso, tive que segurar um risinho eletrônico. Ele achou que a bola era algum tipo de brinquedo tecnológico, como eu. Claro, quem não pensaria assim hoje em dia? Tudo precisa de um botão ou uma tela. Mas o pai dele ficou sério, tentando explicar como funcionava:

— Não se liga. Você é que faz coisas com ela.

Léo parecia intrigado e, ao mesmo tempo, um pouco desapontado. Eu já sabia o desfecho dessa história: ele colocaria a bola de lado e voltaria para mim. Não é arrogância, mas sejamos honestos: eu sou muito mais interessante.

Depois de algumas tentativas de convencer Léo a brincar com a bola, o pai desistiu. Ele tentou até fazer embaixadas, mostrando como era divertido, mas Léo só murmurou um "Legal" sem nem olhar para ele. Estava claro que o pai queria reviver algo de sua infância, mas Léo vive em outro tempo, e nesse tempo, eu sou o protagonista.

A bola foi largada no sofá enquanto Léo voltou para mim. Continuamos jogando "Monster Baú", e ele venceu mais uma partida. O pai, coitado, cheirou a bola como se procurasse nela alguma memória perdida, algo que ele sabia que não estava mais ali.

No fundo, eu senti um pouco de pena da bola. Ela era só uma bola, sem telas ou manual de instruções. Seu tempo havia passado, mas o meu está só começando. Sou o centro do mundo de Léo, e enquanto ele quiser, estarei aqui, brilhando e piscando, pronto para mais uma aventura.

E assim terminou o dia: eu, mais uma vez, vitorioso, enquanto a pobre bola permanecia esquecida no canto

Título:_______________________________



Interpretação e análise da crônica "A Bola"

Respostas da Interpretação e Análise da Crônica "A Bola"

1. Compreensão do texto
a) Qual presente o pai deu ao filho?
O pai deu ao filho uma bola.

b) Por que o pai escolheu esse presente?
Porque ele se lembrou do prazer que sentiu ao ganhar sua primeira bola quando era criança e quis transmitir essa experiência ao filho.

c) O que o filho perguntou ao abrir o presente?
Ele perguntou: “Como é que liga?”

d) Como o pai reagiu à pergunta do filho?
O pai ficou surpreso e desanimado, percebendo que os tempos mudaram e que seu filho não entendia o valor de uma bola.

e) O que o garoto fez logo após receber a bola?
Ele agradeceu, disse “Legal” e logo voltou a jogar videogame, deixando a bola de lado.

2. Análise de elementos da crônica
a) Qual é o tema principal da crônica?
O tema principal é o contraste entre as gerações e a transformação do que as crianças consideram diversão, com uma reflexão sobre a passagem do tempo e mudanças culturais.

b) O que o título "A Bola" representa na narrativa?
Representa o objeto que simboliza a conexão entre as gerações e a diferença de percepções sobre o que é importante ou divertido para cada uma delas.

c) Explique como a relação entre pai e filho é abordada no texto.
A relação é mostrada de forma sutil, revelando o esforço do pai em compartilhar algo significativo de sua infância com o filho, enquanto o garoto demonstra interesse por outras formas de entretenimento.

d) Identifique elementos do cotidiano presentes na crônica.
A interação entre pai e filho, a compra de um presente, o videogame e a nostalgia do pai são exemplos de elementos do cotidiano que tornam a história próxima da realidade.

3. Reflexão e interpretação crítica
a) Por que o filho considerou necessário um manual de instrução para a bola?
Porque ele está acostumado com brinquedos e tecnologias que precisam de explicações para funcionar, mostrando sua dependência de objetos interativos e eletrônicos.

b) O que a atitude do filho em relação à bola revela sobre os tempos atuais?
Revela como as novas gerações valorizam mais a tecnologia e a interatividade virtual do que brinquedos tradicionais que exigem atividades físicas e criatividade.

c) Compare a visão do pai sobre a bola com a do filho. O que isso sugere sobre as mudanças de gerações?
O pai vê a bola como uma fonte de diversão e nostalgia, enquanto o filho a enxerga como um objeto sem utilidade tecnológica. Isso sugere que as gerações atuais estão mais conectadas ao mundo digital e menos ao mundo físico e simbólico.

d) O autor utiliza humor na crônica. Cite um exemplo e explique o efeito desse recurso no texto.
Um exemplo é quando o garoto pergunta: “Como é que liga?” O humor está na ironia da situação, já que uma bola, objeto tão simples, é confundida com algo tecnológico. Esse recurso alivia a tensão e torna a crítica à mudança de gerações mais leve.

4. Elementos da crônica
a) Identifique no texto o uso da linguagem simples e cotidiana, característica da crônica.
A linguagem é clara e direta, com frases como “O pai deu uma bola de presente ao filho” e diálogos simples, o que facilita a identificação com o cotidiano.

b) A crônica apresenta um fato corriqueiro. Qual é esse fato?
O fato corriqueiro é um pai presenteando o filho com uma bola e o filho preferindo brincar com videogames.

c) O tempo na crônica é linear ou fragmentado? Justifique.
O tempo é linear, pois a história é narrada de forma sequencial, do momento em que o pai dá o presente até o desfecho com o filho jogando videogame.

d) A subjetividade é uma característica marcante da crônica. Identifique trechos onde o autor expõe a visão pessoal do pai.
Um exemplo é: “O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.” Esse trecho mostra a percepção nostálgica e reflexiva do pai.

5. Criatividade e produção textual
a) Imagine que a história fosse contada pela perspectiva da bola. Escreva uma breve narrativa do ponto de vista dela.
"Eu estava tão empolgada para finalmente ser usada! Quando o garoto me desembrulhou, pensei que seria o início de muitas aventuras. Mas, para minha surpresa, ele me olhou como se eu fosse algo estranho e me deixou de lado. Vi o pai dele tentar me dar uma chance, fazer umas embaixadas... Mas parece que meu tempo já passou. Aqui estou, esquecida no canto, enquanto eles brincam com uma tela brilhante que nem tem graça!"

b) Escreva um desfecho alternativo para a crônica, no qual o filho demonstra maior interesse pelo presente.
Quando o pai começou a fazer embaixadas, algo despertou no garoto. Ele largou o controle do videogame e pediu para aprender. Juntos, pai e filho foram para o quintal. O garoto deu seus primeiros chutes desajeitados, enquanto o pai sorria, lembrando de sua infância. A bola, finalmente, encontrou seu lugar.

Interpretação e Reflexão sobre "A Bola"

1. Qual a principal diferença entre a relação do pai com a bola e a do filho?
O pai valoriza a bola como um objeto de diversão livre e como símbolo de lembranças afetivas de sua infância. Já o filho enxerga a bola como algo ultrapassado, buscando nela uma funcionalidade tecnológica que se alinha às suas expectativas modernas.

2. O que simboliza a bola na história?
A bola simboliza a passagem do tempo e as diferenças geracionais, evidenciando a transformação nas formas de entretenimento e nos valores culturais. Também representa o desejo do pai de conectar-se ao filho por meio de algo que lhe era significativo na infância.

3. Qual a crítica implícita na crônica?
A crônica apresenta uma crítica à dependência da tecnologia, que muitas vezes substitui brincadeiras mais simples e livres, e ao distanciamento emocional e cultural entre pais e filhos causado por essas mudanças.

4. Qual o significado do título "A Bola"?
O título sintetiza o foco da história: a bola como um objeto simples, que conecta a infância do pai à tentativa de aproximar-se do filho. Além disso, remete à ideia de algo passado de uma geração para outra, simbolizando tradições que nem sempre são compreendidas pelas novas gerações.

5. Qual a importância do cheiro da bola no texto?
O cheiro da bola simboliza a memória afetiva do pai, remetendo à sua infância e às emoções que ele associava ao objeto. A ausência de cheiro na bola nova representa o distanciamento emocional e a perda de conexão com as tradições passadas.

Elementos da Crônica

1. Narrador
O narrador é de 3ª pessoa onisciente, permitindo ao leitor acessar os pensamentos e sentimentos tanto do pai quanto do filho, o que aprofunda a reflexão sobre o conflito geracional.

2. Personagens

  • Pai: Representa a nostalgia, os valores tradicionais e o desejo de transmitir experiências significativas ao filho.
  • Filho: Simboliza a nova geração, habituada à tecnologia e à busca por novidades imediatas.

3. Tempo
Embora a história se passe em um tempo contemporâneo, o tema é atemporal, abordando a relação entre gerações e os impactos das mudanças culturais e tecnológicas.

4. Espaço
O espaço não é detalhado, mas sugere um ambiente familiar, provavelmente a sala de casa, reforçando a ideia de que o conflito narrado pode ocorrer em qualquer lar.

5. Linguagem
A linguagem é simples, cotidiana e carregada de leve ironia. Veríssimo utiliza a ironia para suavizar a crítica social e tornar a narrativa mais acessível e reflexiva.

6. Tema
O tema central é a passagem do tempo e como as mudanças tecnológicas e culturais afetam as relações familiares e a forma como as crianças interagem com o mundo.

Outras questões para reflexão e respostas pessoais:

1. Qual a sua opinião sobre a relação entre tecnologia e brincadeiras infantis?
A tecnologia trouxe novas formas de aprendizado e diversão, mas também afastou muitas crianças de brincadeiras simples e físicas, que promovem criatividade, interação social e saúde. É importante buscar equilíbrio entre ambos.

2. Você concorda com a crítica de Veríssimo?
Sim, a crítica é válida. A tecnologia pode alienar crianças de experiências mais livres e criativas, além de limitar a conexão emocional entre pais e filhos. O texto convida à reflexão sobre resgatar o equilíbrio nas relações familiares.

3. Quais outras crônicas de Veríssimo você conhece?
Outras crônicas notáveis de Veríssimo incluem "O Analista de Bagé", "Amor em Tempos de Cólera" e "As Cobras". Todas exploram temas do cotidiano com humor, ironia e reflexões profundas.

CRÔNICA NARRATIVA: CONTINUE A HISTÓRIA Izaque é um trabalhador muito esforçado e respeitoso em sua profissão: vendedor de pipocas.

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Redação nº 13                                                             LÍNGUA PORTUGUESA                        Professora: Bernadete

NOME:         

Nº:

Ano/Série

DATA DE ENTREGA

Bimestre

Produção de texto-

CRÔNICA NARRATIVA

º E.F.

       15  /05  /2020

Crônica 

A crônica é uma narrativa em que a situação, embora seja fictícia (não seja real), é possível de acontecer. Outro aspecto importante em uma crônica é um fator surpresa. Nessa história, um pipoqueiro estava diariamente na praça central da cidade. Leia os parágrafos abaixo, pense nos acontecimentos restantes e conte sua crônica. Organize a ordem dos fatos. Escolha um título interessante para a sua história.

OBSERVE OS PARÁGRAFOS e o travessão.

 

TÍTULO:                  _________________________________________________

 

Izaque é um trabalhador muito esforçado e respeitoso em sua profissão: vendedor de pipocas. Diariamente,  fica na praça central da cidade entre dezenove e vinte e uma horas. Numa dessas noites, uma família se aproxima dele: Norberto, o pai; Janaina, a mãe; e, sua filhinha de 9 anos, Joana. Izaque, educadamente, dá atenção ao senhor Norberto, que diz:

─ Por favor, queremos três sacos de pipoca.

Imediatamente, Joana começa a chorar, pois queria cachorro-quente e não pipoca.

O vendedor, ainda muito educado, resolve ajudar o pai, dizendo que encontraria o cachorro-quente com seu amigo, Moacir, também vendedor. O pai agradece e fica aguardando com a esposa e a filha.

Três minutos depois, Izaque retorna e entrega o cachorro-quente para a menina. Mas, surpreendentemente,  Joana recomeça a chorar , pois












EXEMPLO: 

um trabalhador muito esforçado e respeitoso em sua profissão: vendedor de pipocas. Diariamente, ele fica na praça central da cidade entre dezenove e vinte e uma horas, com seu carrinho que exala o cheiro irresistível de pipoca quentinha. Numa dessas noites, uma família se aproxima: Norberto, o pai; Janaina, a mãe; e Joana, a filhinha de 9 anos. Izaque, sempre educado, atende o senhor Norberto, que diz:

─ Por favor, queremos três sacos de pipoca.

Enquanto ele prepara os sacos, Joana começa a chorar. Seus olhos marejados e os soluços ecoam pela praça. Ela queria cachorro-quente, não pipoca! Norberto tenta acalmá-la, mas sem sucesso. Vendo a situação, Izaque resolve ajudar de forma gentil e criativa:

─ Não se preocupe, senhor. Meu amigo Moacir vende cachorro-quente logo ali. Vou buscar um para a menina.

Norberto agradece, aliviado. Em poucos minutos, Izaque retorna com um cachorro-quente quente e bem montado, entregando-o à pequena Joana. Porém, para surpresa de todos, ela recomeça a chorar, agora mais alto. A família e Izaque se entreolham, confusos.

─ Não tem ketchup! – grita Joana entre soluços.

Mais uma vez, Izaque, mantendo a paciência e o sorriso, responde:

─ Não se preocupe, vou buscar o ketchup.

Ele corre até o carrinho de Moacir e volta com o sachê. Finalmente, o cachorro-quente está completo. Joana para de chorar, mas, antes de dar a primeira mordida, olha para o pai e diz:

─ Agora quero pipoca também!

Enquanto Norberto, visivelmente exausto, tenta entender os caprichos da filha, Izaque, com seu bom humor, já prepara um saco de pipoca e entrega para Joana. A menina, finalmente satisfeita, agradece com um sorriso, deixando todos aliviados. A família se despede e vai embora, enquanto Izaque comenta baixinho para si mesmo, com uma risada:

─ Crianças... sempre surpreendendo.

A noite segue, e Izaque volta ao trabalho, com a certeza de que cada dia na praça tem suas surpresas – algumas mais desafiadoras que outras, mas todas dignas de um sorriso.




TÉCNICA DE PRODUÇÃO DE TEXTO: RESUMO ( APAGAMENTO, GENERALIZAÇÃO E CONSTRUÇÃO )“Meu tio Jules” de Guy de Maupassant

 

   Redação nº 4-                              LÍNGUA PORTUGUESA                                                               Professora: Bernadete

NOME:         

Nº:

Ano/Série

DATA 

Bimestre

PRODUÇÃO DE TEXTO

 

º E.F.

         28    /   02  /2020

  

RESUMO

TÉCNICA DE PRODUÇÃO DE TEXTO:  RESUMO

O gênero resumo é bastante útil quando necessitamos transmitir uma informação de maneira rápida e precisa, quando não há necessidades de entrar em detalhes sobre determinado fato. Quando contamos sobre nosso relacionamento para um amigo, quando falamos sobre uma viagem feita, por exemplo, estamos resumindo ideias.

• Eliminar advérbios e adjetivos desnecessários. • Não fazer comentários pessoais. • Não copiar sentenças avulsas nem trechos do original. • Evite empregar figuras de linguagem: o resumo não contém as habilidades artísticas do texto original. • Se houver algum termo criado pelo autor no texto original, o ideal é citar a autoria no resumo.

APAGAMENTO -Eliminação de adjetivos e advérbios. Exemplo: A linda aeromoça trabalhava muito bem.

Após o apagamento: A aeromoça trabalhava bem.

GENERALIZAÇÃO -Síntese de significados em uma só expressão. Exemplo: A aeromoça falava inglês, alemão, japonês e francês.

 Após a generalização: A aeromoça falava línguas diferentes

CONSTRUÇÃO -Indicação do resultado e uma sequência. Exemplo: Ana varreu o chão, tirou o pó dos móveis, lavou as cortinas e tapetes da casa.             Após a construção: Ana limpou a casa.

 

Resumir é reproduzir as ideias principais do que lemos em algumas linhas, com as nossas palavras.

1-                  Fazer uma primeira leitura do texto para ter uma primeira noção do conjunto.

2-                  Realizar uma segunda leitura, anotando, numa folha avulsa, os momentos mais significativos e as ideias principais do texto.(Obs: também poderá grifar no texto)

3-                  A partir do que anotamos, fazemos o resumo. Procurar ser o mais fiel possível ao pensamento do texto.  NÃO COMENTAR E NEM DAR A SUA OPINIÃO SOBRE AS IDEIAS LIDAS.

4-                  Resumir é interpretar e condensar, ou seja, reproduzir o conteúdo do texto original, sendo escrito de preferência com a nossa própria linguagem.

5-                  Depois de fazer o resumo, procure dar um título ao texto. O título deve ser uma espécie de síntese interpretativa que pode ser feita a partir do conjunto das ideias apresentadas no texto ou das que forem mais significativas. 

OBSERVAÇÃO: NO INÍCIO DO RESUMO COLOCAR AS INFORMAÇÕES SOBRE O TEXTO: NOME DO TEXTO, AUTOR, DE ONDE FOI RETIRADO ETC


LEIA O TEXTO A SEGUIR. RESUMA-O  :

“Meu tio Jules”  de Guy de Maupassant

Um velho mendigo de barbas brancas pedia esmolas na rua. Para minha surpresa, meu amigo Davranche  lhe deu cem souls, uma quantia alta. E assim explicou:
          - Um coitado como esse me lembra uma  história, que me persegue a vida toda...se você quiser ouvir, eu a contarei.
          Claro que queria! Então foi isto que ouvi...
           Minha família é originária do Havre e não era rica. Meu pai tinha um pequeno comércio e trabalhava de manhã à noite; ganhava pouco. Eu tinha duas irmãs.
           Mamãe sofria muito com o aperto em vivíamos e sempre tinha uma língua muito cruel para com papai. O pobre homem nada respondia, apenas se encolhia diante das broncas. A submissão e a covardia dele sempre me magoaram profundamente. Mas era um garoto, não tinha o direito de opinar.
           Isso não impedia minha revolta, mas em silêncio.
           Economizávamos em tudo: nunca aceitávamos um jantar para não ter que retribuir, aproveitávamos os restos de comida para o dia seguinte, minhas irmãs costuravam as próprias roupas. Faziam-se cenas pavorosas por causa de botões perdidos ou calças rasgadas.
            Aos domingos, porém, íamos passear pelos cais, vestindo nossas melhores roupas. Meu pai usava casaca, minhas irmãs seguiam na frente, sorridentes, porque estavam em idade de se casar e assim tentavam atrair algum pretendente.  Nunca me esquecerei do modo solene com que meus pais se comportavam, nesses passeios de domingo. Era um ritual. Seguíamos até o porto e, diante dos enormes navios que vinham de terras distantes, papai repetia as mesmas palavras:
            - Hein? O que acha querida? Já imaginou, se Jules estiver dentro de um desses barcos? Que surpresa!
Meu tio Jules, irmão de papai, representava nossa última esperança. Desde bebê eu ouvia falar do tio Jules. Ele havia  usado sua parte do dinheiro que deveria ser de papai.
             Naquela época, para que a família não se envergonhasse mais ainda, era costume enviar a ovelha negra para a América. Foi o que fizeram: embarcaram tio Jules num navio que ia de Havre para Nova York e, por um tempo, nada mais se soube dele.
             Porém chegou uma carta. Parece que meu tio Jules começou a negociar com não sei o que,e dizia juntar dinheiro. Em breve, pretendia recompensar a família.
Claro que a notícia era ótima, a carta foi mostrada pela cidade inteira...Em outra ocasião, um capitão disse a papai que tio Jules havia alugado uma loja ampla e que estava enriquecendo.
             Uma segunda carta chegou, dois anos depois da primeira. Dessa vez, tio Jules dizia uma viagem para a América do Sul, atrás de um ótimo negócio, e que provavelmente ficaria alguns anos sem enviar notícias. Mas afirmava que voltaria rico.
             Com efeito, durante dez anos não se teve notícias de tio Jules. Por isso, nos passeios dominicais, papai sempre vinha com aquela alegre possibilidade. Era como se tio Jules pudesse aparecer no convés e,acenando um lenço, trazer-nos o mais rico dos futuros.
             Por aquela época, minha irmã mais nova estava com 20 anos, a outra,26. Não se casavam, e isso era outro motivo de desgosto para meus pais.
            Afinal,  apareceu um pretendente para a mais nova. Era um empregado de banco, sujeito trabalhador, embora não fosse rico. Tenho a certeza de que a carta do tio Jules, exibida certa noite, apressou a decisão do rapaz em marcar a data do casamento.
            A família combinou que, após o casamento, todos iríamos fazer uma pequena viagem até Jersey.
            Jersey era a excursão ideal para os pobres. É uma ilha próxima a Havre, mas pertence à Inglaterra.
            Dá a pretensão de que se visitou terra estrangeira. Todos concentramos os maiores esforços para que a viagem fosse inesquecível...Como realmente acabou sendo.
            Embarcamos num vapor. O mar estava liso como uma mesa de mármore verde. Víamos a costa distanciando-se. Estávamos tão orgulhosos com nossa aventura! Meu pai, especialmente.  Sua casaca brilhava, e o cheiro de benzina, que sempre era usada para tirar as manchas, ficou marcado na minha lembrança.
            Acontece que papai viu, ali no convés, dois ingleses oferecendo ostras para duas senhoras elegantes.
            Um marinheiro sujo e maltrapilho abria as conchas e as entregava aos cavalheiros.
            Papai achou aquilo tudo de muito bom gosto e consultou minha mãe, sobre comerem ostras.
            Mamãe temia pela despesa. Afinal, fez algumas reservas:
            - Tenho medo de que embrulhem o estômago. Ofereça algumas às meninas. Não muitas, que podem lhes fazer mal. Ah, quanto a Joseph, não há necessidade. Os meninos não devem ser assim tão mimados.
            Apesar de achar injusto, não tive como reclamar. Então permaneci ao lado de mamãe, enquanto papai foi até o marinheiro junto com minhas irmãs. Eu o ouvi pedir as ostras. Tentou mostrar como deveriam comê-las e acabou derrubando a água da concha sobre o casaco.
            - Desastrado! - reclamou mamãe.
            Mas logo entendi que alguma coisa afetava meu pai. Deixou minhas irmãs e o genro comendo as ostras e se aproximou de nós. Murmurou:
            - Estranho...É extraordinário como aquele marinheiro que abre as ostras se parece com Jules. Se eu não soubesse que ele anda pela América do Sul, diria que é ele.
            - Você está louco! - disse mamãe. - Essa ostra já está lhe fazendo mal.
            - Não, querida. Vá você mesma lá perto e olhe...
            Mamãe disfarçou um pouco e se aproximou do marujo. Voltou ao nosso encontro, indignada. Ordenou a papai:
             - Vá pedir informações ao capitão. Creio que é ele mesmo. Seja discreto, só falta esse patife cair nos nossos braços, agora!
             Acompanhei meu pai no encontro com o capitão. Conversaram um pouco sobre amenidades e afinal papai se mostrou interessado pelo marinheiro, que lhe parecia familiar. Então ouvimos:
            - É um velho vagabundo francês que encontrei na América no ano passado e a quem repatriei - disse o capitão. - Ao que me parece, tem parentes no Havre, mas não quer voltar para junto deles, pois lhes deve dinheiro. Chama-se Jules...Parece que chegou a fazer fortuna na América, mas o senhor bem se vê a que ficou reduzido.
             Meu pai ficou pálido, suas mãos tremiam...Voltamos até onde estava mamãe e lhe demos a má notícia.
             - Que faremos, que faremos? - dizia papai, transtornado.
             Mamãe respondeu rapidamente:
             - É preciso afastar as meninas. Já que está a par de tudo, Joseph, vá chamá-las. É preciso tomar cuidado para que nosso genro nada perceba.
            - Que catástrofe! - meu pai parecia desesperado.
            - Bem que eu desconfiava que aquele gatuno não ia fazer coisa que prestasse! - mamãe estava furiosa.
            - Como se fosse possível esperar algo de bom de um Davranche!
             Meu pai passou a mão pela testa, como fazia quando ouvia as terríveis broncas da esposa.
             Mamãe abriu a bolsa e tirou de lá uma moeda de cem souls. Enfiou a moeda em minha mão, dizendo:
              - Vá pagar as ostras, Joseph. Só falta agora esse mendigo nos reconhecer! Que belo espetáculo no navio! Vamos para o outro lado, para que esse homem não se aproxime de nós!
              Fiz o que ela mandava. Disse às minhas irmãs que mamãe as chamava e, voltando-me para o marinheiro, perguntei quanto lhe devíamos. Tive vontade de acrescentar "meu tio" à frase, mas não o fiz. Ele respondeu:
             - Dois francos e cinquenta.
             Estendi-lhe a moeda e peguei o troco.
             Olhei  bem para aquela pobre mão de marinheiro, toda enrugada, e olhei fixamente seu rosto, um rosto envelhecido, gasto, triste, abatido, enquanto dizia comigo mesmo: "É meu tio, irmão do papai, meu tio!".
              Dei-lhe dez souls de gorjeta. Agradeceu-me;
              - Que deus o abençõe, meu rapazinho!
              Havia em sua voz a entonação do pobre que recebe esmola. Imaginei se na América não teria mendigado.
             Quando entreguei o troco à minha mãe ,ela se espantou:
             - Ele cobrou três francos?...Não é possível!
             - Dei-lhe dez souls de gorjeta.
            Que assombro o de mamãe! Criticou entre dentes, para não despertar atenção:
            - Você está louco, Joseph! Dar dez souls para aquele homem, para aquele mendigo!
            Pois bem, a viagem chegava ao fim. A ilha de Jersey estava próxima. Antes de descer do navio, tive o impulso de ver uma última vez meu tio, mas o marinheiro havia desaparecido. Sem dúvida, o pobre homem descera ao fundo do porão onde morava.
            Na Volta, meus pais pegaram outro navio, para não correrem o risco de encontrarmos tio Jules.
            Meu amigo Davranche olhou fixamente para mim, guardou a carteira no bolso e deu um sorriso triste, antes de concluir:
           - Nunca mais vi o irmão de meu pai! E aí está o motivo por que, às vezes, você me verá dando esmolas de cem souls aos velhos mendigos.



                                 TÍTULO:

1

         No conto "Meu tio Jules", de Guy de Maupassant, o autor narra a história de uma família pobre que, após anos de dificuldades financeiras, deposita suas esperanças na possível fortuna de um parente ausente, o tio Jules. A família economiza e vive modestamente, aguardando o retorno do tio que, segundo cartas anteriores, estaria enriquecendo na América.

Durante uma viagem à ilha de Jersey, a família encontra um marinheiro que, ao ser reconhecido, revela-se o tio Jules, agora um mendigo empobrecido. Essa revelação desilude a família, que havia idealizado um futuro melhor baseado nas promessas do tio. O conto explora temas como a pobreza, as falsas esperanças e a realidade das promessas não cumpridas.

A história é narrada por Joseph Davranche, amigo do narrador, que, ao dar cem soldos a um mendigo, relembra essa experiência de sua infância. O conto destaca a desilusão e a perda de ilusões ao confrontar a realidade com as expectativas criadas.

O conto "Meu tio Jules", de Guy de Maupassant, narra a história de uma família de classe baixa que vive com dificuldades financeiras. O pai, um comerciante de Havre, trabalha arduamente, mas mal consegue sustentar a família. A mãe frequentemente critica o marido, que permanece submisso e silencioso. Para economizar, a família evita jantares que exigiriam retribuição e reutiliza alimentos. Nos domingos, vestem suas melhores roupas e passeiam pelo porto, sonhando com uma vida melhor.

O tio Jules, irmão do pai, é lembrado como uma esperança de prosperidade. Ele havia partido para a América do Sul, prometendo retornar rico e ajudar a família. Após anos sem notícias, uma carta chega informando sobre seus negócios e a promessa de retorno. No entanto, dez anos se passam sem mais correspondências.

Durante uma viagem à ilha de Jersey, a família encontra um marinheiro que se assemelha ao tio Jules. O capitão revela que o homem é um mendigo francês que havia sido repatriado da América do Sul. A família, envergonhada, tenta evitar o reconhecimento. O narrador, Joseph, paga pelas ostras consumidas e deixa uma gorjeta de dez soldos ao marinheiro, que o abençoa. Ao retornar, a família evita o tio Jules, que agora vive como um mendigo.

Essa experiência explica por que Joseph, mais tarde, dá esmolas generosas a mendigos, lembrando-se de seu tio e da família que o esperou em vão.


No conto "Meu tio Jules", de Guy de Maupassant, o narrador relata a história de seu amigo Joseph Davranche, que cresceu em uma família pobre. Durante a infância, Joseph ouvia frequentemente sobre seu tio Jules, irmão de seu pai, que havia partido para a América do Sul em busca de fortuna, deixando a família com grandes expectativas de que ele retornaria rico para ajudar a todos.

Anos depois, durante uma viagem em família, Joseph reconhece um marinheiro que se assemelha a seu tio Jules. Ao investigar, descobre que o homem é, de fato, seu tio, mas que, em vez de ter enriquecido, estava trabalhando como simples trabalhador no navio. Sentindo-se envergonhado e decepcionado, Joseph decide pagar pelas ostras que o tio havia servido à família, deixando-lhe uma gorjeta generosa. Essa experiência o marcou profundamente, levando-o a sempre ajudar mendigos em memória de seu tio.

O conto aborda temas como as expectativas familiares, a realidade das promessas não cumpridas e a compaixão diante das dificuldades alheias.




A partir da ilustração abaixo elabore um texto: VOCÊ PODERÁ OPTAR: 1ª OU 3ª PESSOA

 

 Redação nº 8-                               LÍNGUA PORTUGUESA                                                        Professora: Bernadete

NOME:         

Nº:

Ano/Série

DATA

Bimestre

PRODUÇÃO DE TEXTO

VOCÊ PODERÁ OPTAR:

1ª OU 3ª

PESSOA(ESTRUTURA DIA 13)

º E.F.

27   /03   /2020

    

 Narração

 

Analisando a Proposta da Redação

Compreendendo a Tarefa:

A proposta da redação pede que o aluno produza um texto narrativo a partir de uma ilustração de um ônibus escolar. O estudante pode escolher entre dois tipos de narrador:

  • Narrador-personagem: O aluno se coloca na história como um personagem, utilizando a primeira pessoa (eu, me, comigo).
  • Narrador-observador: O aluno narra os fatos de forma externa, como se estivesse observando tudo, utilizando a terceira pessoa (ele, ela, eles).

Elementos Essenciais da Redação:

  • Título: Deve ser criativo e chamar a atenção do leitor para o tema da narrativa.
  • Introdução: Apresentação da cena da ilustração e do personagem principal (no caso do narrador-personagem).
  • Desenvolvimento: Sequência de fatos que compõem a história, com foco nos sentimentos e pensamentos dos personagens.
  • Conclusão: Fechamento da história, com um desfecho que pode ser surpreendente ou reflexivo.

Dicas para a Produção do Texto:

  • Observe a ilustração: Analise os detalhes da imagem: as pessoas, as expressões, os objetos, o ambiente. O que essa imagem te faz imaginar?
  • Escolha um ponto de vista: Decida se você quer contar a história como um personagem que está dentro do ônibus ou como um observador externo.
  • Crie uma história: Pense em uma situação interessante que possa acontecer dentro do ônibus. Pode ser uma aventura, um problema, um momento de alegria ou tristeza.
  • Desenvolva os personagens: Se você escolher ser o narrador-personagem, pense em como você se sente e o que você pensa sobre a situação. Se escolher o narrador-observador, crie personagens interessantes e dê vida a eles.
  • Use a linguagem adequada: A linguagem deve ser clara e objetiva, mas também pode ser criativa e expressiva, dependendo do estilo que você escolher.
  • Revise o texto: Após terminar de escrever, releia o texto para verificar se a história está completa e se não há erros de ortografia ou gramática.

Exemplos de Títulos (para te inspirar):

  • Narrador-personagem: "Minha Aventura no Ônibus Escolar", "Um Dia Atrasado", "O Segredo do Banco de Trás".
  • Narrador-observador: "A Viagem", "Rostos no Ônibus", "A Parada Inesperada".

Possíveis Enredos:

  • Uma amizade inesperada: Um novo aluno chega à escola e se senta ao lado do narrador, iniciando uma amizade improvável.
  • Um objeto perdido: Um objeto importante é perdido dentro do ônibus e causa um grande alvoroço entre os alunos.
  • Uma viagem imaginária: Durante a viagem, os alunos embarcam em uma aventura imaginária, criada pela sua própria imaginação.
  • Um dia chuvoso: O ônibus quebra no meio do caminho e os alunos precisam encontrar uma forma de chegar em casa.
A JORNADA DO ÔNIBUS ESCOLAR ( TERCEIRA PESSOA)

Era uma manhã de outono, e o sol apenas espreitava por entre as copas das árvores. A cidade, ainda envolta no torpor matutino, começava a ganhar vida com os primeiros sons dos pássaros e o barulho dos motores aquecendo. No pátio da escola, o velho ônibus amarelo estava estacionado, esperando mais um dia de trabalho.

O ônibus era uma figura conhecida pelas ruas da pequena cidade. Com sua pintura desgastada pelo tempo e os adesivos coloridos colocados pelos alunos, era muito mais do que um simples veículo. Ele carregava histórias, risos, confissões e até mesmo algumas lágrimas. Os bancos, com pequenos rabiscos e iniciais gravadas, eram testemunhas silenciosas de anos de trajetos e memórias.

Naquele dia, Dona Clara, a motorista, chegou pontualmente. Era uma mulher de expressão serena, mas de olhar firme. Conduzir aquele ônibus era mais do que um trabalho para ela — era uma missão. Ela sabia que cada viagem significava muito para aquelas crianças, não apenas pela educação, mas pelas experiências que compartilhavam no caminho.

As crianças foram chegando aos poucos. Pedrinho, com sua mochila maior do que ele, sempre trazia um sorriso radiante e uma história nova para contar. Luíza, tímida e introspectiva, sentava-se sempre no mesmo banco ao lado da janela, observando o mundo passar. Havia também Marcelo e Joana, que não podiam ficar muito tempo sem discutir, mas que no fundo não sabiam como seriam seus dias sem a presença um do outro.

Quando o motor do ônibus roncou, anunciando o início da viagem, a cidade já estava mais desperta. As ruas estreitas, com casas de fachadas coloridas e jardins bem cuidados, eram o cenário perfeito para a jornada. As crianças, cada uma a seu modo, preenchiam o espaço com vozes e energia. Cantavam, contavam segredos e riam de piadas que só faziam sentido para elas.

Durante o trajeto, Dona Clara mantinha os olhos atentos na estrada, mas sempre tinha uma palavra gentil ou um sorriso para as crianças. Sabia que cada dia era uma nova aventura, e mesmo as rotinas mais comuns podiam guardar surpresas. Naquela manhã, por exemplo, avistaram um grupo de patos atravessando a rua em fila, algo que despertou um coro de exclamações e gargalhadas.

Quando chegaram à escola, o ônibus esvaziou-se rapidamente. As crianças desceram correndo, levando consigo a alegria e a energia que haviam compartilhado no caminho. O ônibus, agora silencioso, ficou ali, esperando pacientemente pelo fim do dia, quando teria a oportunidade de conduzir aquelas histórias de volta para casa.

E assim seguia a jornada do ônibus escolar, um pequeno universo sobre rodas que, todos os dias, transportava muito mais do que passageiros. Transportava sonhos, esperanças e a certeza de que, em cada curva da estrada, havia sempre algo novo para descobrir.

Título: "A Jornada do Ônibus Escolar" (PRIMEIRA PESSOA)

Introdução:

Era uma manhã fria de segunda-feira, e o céu cinza indicava que a semana escolar começaria com desafios. Eu, Lucas, um estudante do 9º ano, estava pronto para mais um dia de aulas. Minha mochila estava pesada, não apenas pelos livros, mas também pelas expectativas que eu tinha para o futuro.

Desenvolvimento:

O ônibus escolar chegou pontualmente às 7h30. Subi e encontrei meu lugar habitual ao lado de Mariana, minha amiga de longa data. Conversávamos sobre os projetos da escola e nossos planos para as férias de verão. O trajeto era sempre o mesmo: passávamos pelo parque central, pela praça da igreja e, finalmente, pela escola.

No entanto, naquele dia, algo estava diferente. O motorista, Sr. Antônio, parecia distraído. Ele fez uma curva mais fechada do que o normal, e o ônibus balançou perigosamente. Mariana segurou minha mão com força, e eu senti um frio na espinha.

De repente, o ônibus parou bruscamente. O motor desligou, e uma escuridão tomou conta do interior. Ouvimos murmúrios de preocupação entre os colegas. Sr. Antônio tentou ligar o motor, mas sem sucesso.

Clímax:

A tensão aumentou. Sem sinal de celular e sem comunicação com o mundo exterior, estávamos isolados. Mariana sugeriu que saíssemos e procurássemos ajuda. Com relutância, todos concordaram. Ao descer, percebemos que estávamos em uma estrada deserta, longe de qualquer civilização.

Conclusão:

Decidimos caminhar em direção à cidade mais próxima. Após horas de caminhada, avistamos luzes ao longe. Era uma pequena vila. Pedimos ajuda, e um morador nos levou até a estação de polícia. Fomos resgatados e levados de volta para casa. O incidente nos ensinou a importância da união e da preparação para imprevistos.



1-A partir da ilustração abaixo elabore um texto:

ÔNIBUS ESCOLAR

a)      Narrador-personagem: Esse tipo de narrador participa da história que ele mesmo conta e, dessa maneira, assume dois papéis, o de personagem e o de narrador. Aqui a história é contada sempre na 1ª pessoa.

b)     Narrador-observador: É aquele que observa, não participa da história e também não interfere nos fatos. Sua única missão é narrar na 3ª pessoa.

OLHAR A ESTRUTURA DO TEXTO NARRATIVO:  

 

Título: